Tudo começou com uma idéia do ator Luiz Gustavo. Ele perguntou a Daniel Filho se não seria bom voltar a fazer sitcoms (comédia de situação). Com atores que sabem fazer comédia, com platéia, ao vivo. Na época Daniel estava fora da Tv Globo. Então acharam melhor apresentar a idéia ao Sílvio Santos, pois era dono do teatro imprensa. Arrumaram uma equipe para desenvolver a idéia. A princípio tinham em mente que o personagem do Luiz Gustavo o (tatá) moraria num apartamento e teria uma agência de viagens. Depois começaram a pensar nos comediantes. Os disponíveis eram: Cláudia Jimenez, Marisa Orth e o próprio tatá, pensaram também em Fúlvio Stefanni. Para o papel que acabou ficando com Miguel Falabella.
Tatá queria fazer um teatro na tv, não só com atores humorísticos, mas também aqueles que sabem representar dramas. E para completar deveria ter um palhaço um arrematador de piadas. Zé Trindade, Ronald Golias, Walter D’avila são arrematadores clássicos, mas...
Com a idéia pronta então lá foram eles levar a Silvio Santos. Porém Sílvio não deu a mínima. Daniel voltou para Globo, e na primeira oportunidade apresentou a idéia do programa. Pensou em colocar no ar aos sábados á noite. Mas o Boni preferiu que fosse ás 10h da noite nos domingos. Pois a emissora estava perdendo a audiência neste horário. Assim sendo sua estréia foi em 31 de março de 1996.
Tiveram que fazer mudanças no elenco. Porque quando a proposta foi apresentada ao Sílvio, o papel que acabou ficando com a atriz Aracy Balabanian foi oferecido a Hebe Camargo. Houve também mudanças na criação. Miguel Falabella foi convidado a ajudar na redação do programa.
Daniel que havia anteriormente pensado em Luiz Fernando Guimarães para o papel de Fúlvio Stefanni. Surpreendeu-se quando Miguel pediu para fazê-lo. Nair Bello e Arlete Sales não quiseram o papel da sogra, mas Aracy Balabanian topou.
Já para o papel do porteiro, o escolhido foi Tom Cavalcante que estava na famosa “geladeira da Globo”, mesmo com críticas ao seu respeito, diziam que ele não era um bom ator, o que realmente sabia era fazer imitações de outras pessoas. O pior era que a crítica tinha razão, mas ele conseguiu sobreviver com a ajuda dos colegas.
Problemas: o primeiro era convencer a Globo a gravar em São Paulo. Para Daniel a resposta dos paulistas (classe média) era o seu parâmetro. Ele dizia que só saberia se o programa estava agradando ou não. Quando ouvisse da platéia risadas verdadeira e genuína. Assim ele teria certeza de que o público brasileiro em suas casas estaria rindo também.
O outro problema, a iluminação e o cenário. Boni disse a Daniel que o mesmo estava realista demais, então sugeriu que o cenário fosse mais rico e as roupas dos personagens também; que fosse mais elegante, queria um padrão Globo de qualidade, (entende?).
Ao que tudo indica o programa acabou em 2001, por falta de audiência. Atualmente, vemos a cópia descarada deste modelo de sitcom. Sabem de qual programa estou falando? Do “toma lá dá cá” Todos que algum dia assistiu o “sai de baixo” provavelmente tem a mesma impressão. Mas em minha opinião os dois são bons. Aquela empregada então, daí?
Fonte: Livro: o circo eletrônico fazendo Tv no Brasil
Autor: Daniel Filho.
Retirado das págs. 47 á 50.
Tatá queria fazer um teatro na tv, não só com atores humorísticos, mas também aqueles que sabem representar dramas. E para completar deveria ter um palhaço um arrematador de piadas. Zé Trindade, Ronald Golias, Walter D’avila são arrematadores clássicos, mas...
Com a idéia pronta então lá foram eles levar a Silvio Santos. Porém Sílvio não deu a mínima. Daniel voltou para Globo, e na primeira oportunidade apresentou a idéia do programa. Pensou em colocar no ar aos sábados á noite. Mas o Boni preferiu que fosse ás 10h da noite nos domingos. Pois a emissora estava perdendo a audiência neste horário. Assim sendo sua estréia foi em 31 de março de 1996.
Tiveram que fazer mudanças no elenco. Porque quando a proposta foi apresentada ao Sílvio, o papel que acabou ficando com a atriz Aracy Balabanian foi oferecido a Hebe Camargo. Houve também mudanças na criação. Miguel Falabella foi convidado a ajudar na redação do programa.
Daniel que havia anteriormente pensado em Luiz Fernando Guimarães para o papel de Fúlvio Stefanni. Surpreendeu-se quando Miguel pediu para fazê-lo. Nair Bello e Arlete Sales não quiseram o papel da sogra, mas Aracy Balabanian topou.
Já para o papel do porteiro, o escolhido foi Tom Cavalcante que estava na famosa “geladeira da Globo”, mesmo com críticas ao seu respeito, diziam que ele não era um bom ator, o que realmente sabia era fazer imitações de outras pessoas. O pior era que a crítica tinha razão, mas ele conseguiu sobreviver com a ajuda dos colegas.
Problemas: o primeiro era convencer a Globo a gravar em São Paulo. Para Daniel a resposta dos paulistas (classe média) era o seu parâmetro. Ele dizia que só saberia se o programa estava agradando ou não. Quando ouvisse da platéia risadas verdadeira e genuína. Assim ele teria certeza de que o público brasileiro em suas casas estaria rindo também.
O outro problema, a iluminação e o cenário. Boni disse a Daniel que o mesmo estava realista demais, então sugeriu que o cenário fosse mais rico e as roupas dos personagens também; que fosse mais elegante, queria um padrão Globo de qualidade, (entende?).
Ao que tudo indica o programa acabou em 2001, por falta de audiência. Atualmente, vemos a cópia descarada deste modelo de sitcom. Sabem de qual programa estou falando? Do “toma lá dá cá” Todos que algum dia assistiu o “sai de baixo” provavelmente tem a mesma impressão. Mas em minha opinião os dois são bons. Aquela empregada então, daí?
Fonte: Livro: o circo eletrônico fazendo Tv no Brasil
Autor: Daniel Filho.
Retirado das págs. 47 á 50.
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