domingo, 26 de outubro de 2008

A impressa diante de ocorrências policiais - Por Bruna Lino


Como todo o Brasil pôde acompanhar, desde o início do seqüestro (ou cárcere privado) da adolescente Eloá, a mídia esteve presente.Fato este que muitas vezes atrapalhou as negociações policiais, pois no decorrer dos dias atraiu muitos curiosos. E o mais absurdo foram às entrevistas concedidas por Lindemberg (o seqüestrador) aos repórteres de programas de televisão. Como uma ação da polícia poderia dar certo com o seqüestrador sabendo tudo o que estava acontecendo do lado de fora do apartamento? Qualquer movimentação no local a imprensa já estava transmitindo.
Lindemberg sentia-se poderoso por estar no comando de tudo, essa afirmação se fez verdadeira no momento em que Nayara (refém libertada) voltou ao cativeiro. Claro que, se este episódio acontecesse em outro país, era improvável que esta garota subisse as escadas sozinha. Um policial certamente estaria junto a ela e ao irmão de Eloá, justamente para garantir que nenhum dos dois adentrasse no apartamento. Sem dizer que em outro país esta situação nunca teria acontecido, até porque um refém que é libertado, não pode em hipótese alguma voltar ao local do cativeiro. O mesmo aconteceria com o desfecho do caso, pois em outro país teria acabado
muito antes das 100 horas. Um atirador de elite resolveria a situação.
Muitas são as questões a serem repensadas em nossas leis e nas técnicas utilizadas pela polícia brasileira. Penso que tudo poderia ter acabado bem se nossa polícia tivesse agido de maneira racional.Isto porque, estavam pensando nas questões emocionais, imaginando qual seria a reação da população se tomassem a decisão de atirar em Lindembeg, que até ali era um bom moço, trabalhador e querido por todos. Há certas decisões que devem ser estritamente racionais, tudo bem, havia uma refém em jogo, mas que poderia estar viva.
Outra questão relevante foi o fato de não retirarem o telefone celular em poder do seqüestrador. Poderiam ter trocado por um rádio - transmissor, por exemplo, afim de fazer contato direto entre a polícia e o seqüestrador. Por esta providência não ter sido tomada, os meios de comunicação “usaram e abusaram”. Por mais que as intenções de alguns fossem boas, outros fizeram sensacionalismo para adquirirem audiência.
Como se não bastasse, quando Eloá veio a falecer, seu velório passou a ser um espetáculo, um show à parte. Milhares de pessoas, que até então nem sabiam de sua existência, foram até lá para tirar fotos, “Que país é esse?”. Este acontecimento só tomou esta proporção, sem dúvida, por influência da mídia.
A única participação importante e satisfatória da mídia, foi o reconhecimento de um foragido da polícia de Alagoas. O pai de Eloá, acusado de praticar vários crimes no início da década de 90, Everaldo, que aqui em São Paulo assumiu a identidade de Aldo, foi descoberto através das lentes velozes das câmeras de tv. Ele fugiu de Alagoas quando Eloá tinha apenas 2 anos de idade. A polícia o acusa de ter participado de um grupo de extermínio fardado que atuava no estado. Entre os crimes, estão o assassinato de um delegado e da sua ex-mulher no qual. Parentes afirmam que ele a matou não só porque queria viver com ela e a mãe de Eloá, e a mesma não aceitava, Mas sim porque ela sabia de todos os crimes que ele havia cometido.
O filho mais velho de Ana Cristina (mãe de Eloá) é de outro homem. Até esta informação os meios de comunicação já obtiveram, e na entrevista que fizeram com o pai de Ronickson (irmão mais velho de Eloá), ele afirma não ter procurado o filho por medo de Everaldo.
Agora existe a especulação que Everaldo e Lindemberg tenham envolvimento em crimes praticados na região.
Contudo, podemos ter os dois lados da moeda. A imprensa pode perfeitamente ajudar a esclarecer fatos, porém em outros atrapalhar e muito.

Desenhos animados anos 80 na TV

Uma série de brinquedos produzidos pela Mattel (EUA) ganha “vida” em desenho animado.




Desenho animado vira fenomeno pop nos anos 80.
Quem não se lembra da famosa frase: “ Pelos poderes de Grayskul... Eu tenho a força”. Algo que ficou registrado na mente das crianças, hoje bem grandinhas
No inicio dos anos 80 a Mattel trabalhava em brinquedos do filme Conan, o Babáro, o mesmo considerado muito violento para o público infantil pelos executivos da empresa, então decidiram desenvolver uma série chamada "Masters of the Universe" e como uma extratégia de MKT, em parceria com a Filmation Studios foi encomenda uma série de desenho animado baseada nos brinquedos.
Nascendo o famoso desenho animado He-Man and the Masters of the Universe, no português: He-Man e os defensores do universo, exibido nos EUA pela primeira vez em 30 de setembro de 1983 e no Brasil ele foi exibido nos programas Balão Mágico, Xou da Xuxa e Tv Colosso.
Tamanha audiência atingiu, que no Xou da Xuxa ele era exibido como última atração.
O desenho é uma ficção que tem sua trama desenrrolada no planeta Eternia, repleto de tecnologias avançadas e seres mágicos. O planeta é governado pelo justo rei Randor, que mora no castelo de Grayskull juntamente com seu filho o príncípe Adam, cuja sua identidade secreta é He-Man, protetor do universo, contra o vilão Esqueleto, uma criatura estranha, combinação de cara de caveira com um corpo físico, tem sua base na Montanha da Serpente, que é uma montanha com uma cachoeira e uma enorme serpente esculpida em toda sua volta.
He-Man conta com mais alguns aliados que vivem no castelo, como a Feiticeira guardiã do castelo, que se transforma em águia quando necessário, também é a mãe de Teela, adotada por Mentor, e seus dois fieis companheiros o “corajoso”...rsrs Pacato o Gato Guerreiro e Gorpo uma criaturinha mágica um tanto atrapalhado, que a cada final de epsódio trazia uma reflexão para nos tornarmos melhor como humanos.
Somente tres deles conhecem o segredo de He-Man, Gorpo, Mentor e a Feiticeira
A série conta com alguns personagens secundários e participações de sua irmã Adora (She-Ra) que também conhece o segredo de Adam, e é nesse cenário que se desenvolvem os 130 episódios da primeira temporada, que com o enorme sucesso ganhou a versão feminina da série, She-Ra. Mas não parou aí não, foi para as revista em quadrinhos (Editora Abril) e albúns de figurinhas (Crediba Editora) e além de tudo virou ritmo, gravado pelo grupo Trem da Alegria, para agitar a criançada. Elevando ainda mais seu prestigio foi as telas do cinema com os filmes The Secret of the Sword (1985) e Masters of the Universe (1987).
Atualmente a antiga versão é exibida pela Rede Record. A nova versão foi exibida pela Rede Globo, e a agora é exibida somente na TV a cabo.
Para os amantes do desenho no último dia 12 de outubro em comemoração ao Dia das crianças foi criada uma Caixa que reúne a primeira temporada de He-Man, já lançada no ao passado (2007) mas agora os 65 primeiros desenhos chegam embalados em edição especial com 12 DVDs e extras com documentários e storyboards.
Saudades dos nossos melhores desenhos... “não podemos voltar ao passado, mas tivemos a oportunidade de aprender com o que vimos e ouvimos e com isso melhorarmos como seres humanos. Até a próxima amiguinhos”.





Ilustrada, Jonal a Folha de São Paulo, 11 de outubro, 2008.

sábado, 25 de outubro de 2008

"Jornal Nacional"


O Jornal Nacional nasceu em 1969, na Rede Globo, apresentado por Cid Moreira e Hilton Gomes, foi ao ar pela primeira vez “sob o signo das grandes manchetes”.
Foi o primeiro programa a ser transmitido em rede nacional, ou seja, chegava ao mesmo tempo em varias cidades brasileiras, em tempos que ainda predominava-se a idéia de que paulistas e cariocas eram totalmente incompatíveis. Essa idéia levou ao insucesso das tímidas tentativas de se criar alguma coisa que merecesse o nome de “rede” no Brasil.
Porém o processo de integração demorou um pouco mais do que o esperado, mesmo depois do “Jornal Nacional”, ter conquistado o Rio de Janeiro, os meios publicitário que sempre sonharam com a possibilidade de um programa de “rede”, ficaram a espera que o telejornal obtivesse o mesmo impacto em São Paulo.
Na década de 70 conquistou a liderança absoluta de audiência durante seus 30 minutos de duração, o JN estava firmado de tal maneira que ninguém duvidava de sua liderança no telejornalismo. Não deve existir uma pessoa em todo o Brasil que nunca assistiu pelo menos a uma apresentação do telejornal.
No inicio dos anos 90, com sua audiência ameaçada pela telenovela transmitida no SBT, “Carrossel”, a TV Globo, aumentou o tempo de duração do JN para 50 minutos e investiu em um material investigativo. (parece que deu certo até hoje).
Há quase 40 anos no ar, o JN já teve vários apresentadores, entre eles, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Lílian Witte Fibe e William Bonner. E desde março de 2008, Fátima Bernardes, que apresentava o Jornal Hoje, passou a comandar o JN ao lado do seu marido William Bonner.
Nos dias de hoje pode-se dizer que o Jornal ainda é um dos programas mais assistidos do Brasil e um dos mais importantes da Rede Globo.
“O jornal de maior circulação do país não está à venda nas bancas”.

(15 Anos de História Jornal Nacional - A notícia faz história
Autores * Memória Globo Imprensa - Rio de Janeiro - Jorge Zala)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

“Repórter de vídeo”



Para ser um bom repórter em qualquer telejornal, é preciso saber dizer em seis linhas o que se escreveria em seis páginas. Na televisão, não é como na imprensa escrita, o repórter tem que utilizar frases curtas e uma idéia por frase, de maneira nenhuma falar palavras longas e, na hora certa mostrar as imagens que falam por si só. Quando a noticia é escrita, geralmente se escolhe as fotos que mais se encaixe com a imagem, na TV, é ao contrário, se escolhe o texto que se adapte a imagem.

E não adianta tentar incrementar ou enfeitar demais a notícia, às vezes é preciso subir morros, presenciar acidentes, furacões, grandes catástrofes e nos dias mais tranqüilos falar com uma “celebridade”...

Talvez o sonho da maioria dos jornalistas seja trabalhar no “Jornal Nacional”, mas também não é pra menos, quem nunca respondeu um “Boa noite!” da Fátima Bernardes e do Willian Bonner?? É quase que unânime.

No telejornal a noticia tem ser atraente e como tudo que passa na TV, prender a atenção do público, algumas emissoras se confundem e pensam que é preciso ser sensacionalista para transmitir um grande acontecimento e pior de tudo, é que existe um público para este tipo de programação.

Na Rede Globo, por exemplo, é evidente que, a maioria dos apresentadores e jornalistas segue os critérios da estética, ou seja, até na hora da noticia é preciso manter um certo “padrão de beleza”. E como tudo nessa vida, “nada se cria, tudo se copia”, nos outros canais não é diferente.

Não se pode falar de telejornal, sem citar o “Repórter Esso”, um grande sucesso que surgiu da emissora de rádio e consolidou seu sucesso na televisão, no tempo que não existia "rede", cada cidade tinha o seu "Repóter Esso", era quase que imbatível em termos de audiência.

A interação entre o apresentador e o público é fundamental para o sucesso e a duração no ar de um telejornal, porém esses jornalistas não podem ser vistos como “ídolos” do entretenimento e sim manter uma postura séria, que por conseqüência nos passa mais confiança na noticia transmitida.


“Vozes – creio que elas vão mais fundo em nós que qualquer outra coisa” (George Eliot).

(15 Anos de História Jornal Nacional - A notícia faz história
Autores * Memória Globo Imprensa - Rio de Janeiro - Jorge Zala)


terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Primeira Transmissão da TV colorida no Brasil

Nós seres humanos somos bastante gananciosos e corajosos, peitamos qualquer coisa para modernizar e fazer história. Com toda a nossa audácia criamos e re-criamos tecnologias fantástica que facilitam e embelezam cada vez mais nossas vidas. Então pra que ver televisão com apenas duas cores? Sendo que podemos ver a mesma com milhares de cores transmitidas em plasma, cristal liquido ou até mesmo em Televisores comuns.
Assim é hoje em dia graças à ganância de muitos do passado, podemos ver as perfeições e imperfeições de muitos atores graças às novas tecnologias que assim vem crescendo cada vez mais. Em 1970 foi feita a primeira transmissão colorida da historia brasileira e advinha o que foi transmitido nessa ocasião? À grande paixão nacional, o futebol. A copa do mundo do México onde o Brasil foi tricampeão foi à primeira transmissão colorida em todo o país, mas apenas para um público seleto, pois foi uma transmissão experimental e fechada, grande marco para os brasileiros que são doentes pelo esporte com grande vitória brasileira, começamos as transmissões com chave de ouro. Mas nem todos tinham o luxo de ter um aparelho de televisão em casa, muito menos colorido, era onde as pessoas convidavam os menos favorecidos da família e amigos para ver televisão em casa. Em fevereiro de 1972 foi feita a primeira transmissão pública da televisão colorida, com uma produção brasileira foi transmitida a festa da uva de Caxias do sul – RS, alguns prefeitos demagógicos mandavam instalar televisores em lugares públicos para que os que não podiam bancar um televisor colorido pudesse degustar da novidade.

Fontes: http://marianajf.spaces.live.com/blog/cns!2CFF3CCC974EBF86!2341.entry, http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/A_TVBrasileira.htm

domingo, 5 de outubro de 2008

Globo: ninguém alcança! Olimpíadas e ferias!

Difícil falar de batalhas travadas por audiência, quando a maior concorrente da tv Globo começa a perder audiência. Com a rede Record perdendo no acumulado de dois meses, 21% de audiência e caindo de seus 9,6 pontos do mês de junho para 7,6 em agosto, parece que a estrutura de Edir Macedo tem lá seus defeitos, pois, o dono da emissora afirma que a queda de julho e agosto foi graças às férias e as olimpíadas!
Você deve estar pensando isso tem cara de noticia velha, pois é do começo de setembro e estamos em outubro, mas, fique atento, pois o que mais me chamou atenção nessa reportagem da folha ilustra escrita por Daniel costa, é que uma emissora que deseja desbancar do primeiro lugar a globo que vem sendo líder de audiência a uns 30 anos deveria ter um planejamento para um contra ataque as olimpíadas e a programação de ferias de sua concorrente.
Enquanto as novelas "Chamas da vida" e "Os mutantes" estão na casa dos 14 pontos, distante dos 18 que atingiram em junho, "A favorita" da rede globo se recupera e eleva sua média diária para 18,2 pontos 9% de alta.

Para sorte da Record o SBT também caiu (7,2 em julho para 6,9 em agosto), a Record ainda é vice-líder isolado na grande São Paulo, mas estão empatadas no ibope nacional.
Cuidado Record! Sr. Edir Macedo não se esqueça que se vocês forem para terceira colocação ganharam somente metade do valor pago em suas propagandas.
Enquanto a Globo, essa está bem à frente, nadando de braçada.

Texto: Henrique gois de melo

Fonte: Folha Ilustrada
Do dia 2/09/08Escrita por: Daniel castro

Nas tardes de domingo

Dá minha época de criança, lembro que domingo havia uma guerra bombástica entre Faustão e Gugu. Quando o Gugu começou a levar a seu programa os Mamonas assassinas e o É o tchan(1995) e quando anunciava a cada programa o primeiro lugar na audiência, como uma provocação a o Programa do Faustão( 1998/2002).
Aqui quero falar um pouco do Faustão que já tem mais de mil programas na globo, tendo estreado em 1989, nesses 19 anos de globo, o programa do Faustão teve cerca de 180 quadros, 73.000 videocassetadas e 3.900 atrações musicais. Quando o Faustão foi a o ar, o Brasil estava em ano de eleição as primeiras eleições diretas depois de amargar a ditadura militar, e vem na ativa até hoje representando em seu programa 7% do faturamento bruto da tv globo.
Depois de sair de um programa alternativo (o Perdidos na noite) e ir para um programa de massa na maior emissora do pais, com a função de tirar a hegemonia de Silvio Santos nos dias de domingo.
Faustão teve muito sucesso em seu programa, mas de 1998 a 2002 passou por apuros sendo praticamente massacrado na audiência pelo programa do apresentador Gugu Liberato, ele diz que em um certo momento perdeu a vontade de apresentar seu programa.

Não há como se negar que houve erros celebres, como o Sushi Erótico, em que atores degustavam comida japonesa sobre o corpo de modelos nuas, e o caso Latininho, quando o Domingão explorou a imagem de um deficiente de forma horrivel.
A queda no ibope só aumentou com a perda de prestigio com esses capítulos chegando á audiência a descer aos 11 pontos.
Mas tendo se recuperado e hoje sendo sucesso, com quadros como se vira nos trinta e dança dos artistas.

Obs: anexei a esse texto a entrevista que Faustão deu à Folha


"Não procurei a fama de forma obcecada"
Nesses quase vinte anos, houve algum momento em que o senhor pensou: "não dá mais"?

Houve um momento complicado, em 2001. Depois de várias tentativas de recuperar nosso ibope, tentaram me convencer de que um grupo de jornalistas deveria assumir a direção. Só que eles descaracterizaram o programa. Aí foi o fim do mundo, a audiência desabou de vez. Falei para a Marluce (a manda-chuva da Globo no período, Marluce Dias da Silva): é melhor rescindir o contrato. Ainda bem que a crise não durou tanto.

O episódio do "Latininho", nos anos 90: um dos erros de Faustão
Esse momento ruim coincidiu com seu embate pesado com Gugu. Aquela fase ainda lhe dá pesadelos?

Não foi nem uma fase, nem um programa inteiro. De 1000 programas, tivemos três momentos trágicos: o sushi erótico, o Latininho e a entrevista com o Belo. O Sushi era um quadro de dois ou três minutos e aí ficaram esticando – eu até falei no ar: eu não estou à vontade. O problema do Latininho (deficiente explorado de forma grotesca no programa) é que ele passou o dia inteiro lá na produção e ninguém notou que havia algo errado. Na hora em que eu o vi no ar é que percebi que o rapaz estava totalmente sem condição. Agora, são problemas internos que só têm essa repercussão porque se trata da Globo. Houve tantos Latininhos em outros programas e ninguém reclamou.


Há alguma parcela de culpa sua nesses episódios?


Em todos. Afinal de contas, minha cara estava lá. Naquela época eu não estava envolvido na produção como hoje. Talvez eu tivesse evitado ou amenizado se fosse assim.


Na contramão da era das celebridades, o senhor optou por não expor sua vida pessoal. Por quê?


No fundo, sou tímido. É claro que se eu não gostasse de ser reconhecido eu ia ser guarda-noturno, não é verdade? Mas não vivo em função disso. Não procurei a fama de forma obcecada, neurótica. E os artistas às vezes se acham. É preciso ter consciência do país em que a gente vive, a pessoa não pode afrontar ninguém só porque tem fama, dinheiro ou poder.


Qual o efeito da fama na vida das pessoas?

O que deveria ser decorrência natural de um bom trabalho acaba tendo o efeito de um tsunami para quem se expõe publicamente. E só alguns sabem lidar com isso. Se o sujeito alcança o sucesso cedo demais, ele se perde. Se demora para chegar, ele fica recalcado e amargo. O problema às vezes não é nem a pessoa saber administrar a fama. O problema é quem a rodeia.


Como é lidar com o ego dos artistas?


Quando estão no meu terreiro, eles são afáveis. Mas muitos dão coice no porteiro, no garçom, nos cabeleireiros e maquiadores. Tem um time grande que faz isso na Globo. É um negócio maluco: eles descarregam seu recalque para cima dessas pessoas.


Muitos atores profissionais olham de forma enviesada para os ex-participantes do Big Brother. Qual a sua opinião sobre isso?


Eu entendo. Os grandes atores sabem quanto é difícil essa profissão. E hoje basta ser bonito e engraçadinho e se destacar num reality show para subir na vida. A ascensão social e econômica no Brasil se dá por meio da fama. Não se premia o sujeito porque ele estuda. Quando comecei, nos anos 70, ser artista, jogador de futebol, modelo ou miss era o apogeu do lixo. Hoje, é o contrário. Existe estímulo para essas carreiras fugazes. Às vezes, a gente vê mães tentando emplacar na carreira de modelo suas filhas de 1,50 metro de altura e cara de abacaxi. Parece que o único caminho é o sucesso na TV, seja por vias musicais ou sexuais.


O senhor é contra o assistencialismo na TV. Por quê?


Assistencialismo é aquele negócio que você leva lá e dá dinheiro de mão beijada. Para mim, esse assistencialismo barato não é bom. Acho ruins, inclusive, as medidas do governo nesse sentido. Eu me lembro da música do Luiz Gonzaga: a esmola vicia o cidadão.


Está se referindo ao Bolsa Família?


É, todos os programas assim. Há vários exemplos de gente que não quer trabalhar mais por causa dessa ajuda fácil. É preciso ensinar o sujeito a trabalhar, criar cursos técnicos, oferecer educação. O governo tem de criar a estrutura, e a vida se encarrega de selecionar os mais inteligentes e batalhadores. O assistencialismo é uma praga de país subdesenvolvido.


Por que o senhor acredita que falta ousadia à televisão?


É o seguinte: se uma emissora faz novela, todo mundo faz novela. Mas o que dá certo nas outras emissoras são programas diferentes do que os que a Globo exibe. E a própria Globo não inova. O problema é que o cachimbo entorta a boca. Durante muitos anos, a Globo só investiu em dramaturgia. Então, virou uma emissora que sabe fazer apenas novelas e sitcoms.


O senhor foi pai tardiamente, aos 48 anos. O Brasil o deixa ansioso como pai?


Sem dúvida. Um país que tem violência, que não investe em educação, não oferece o básico de habitação e saúde, um país que tem de ter cota de tudo. É um país que caiu no real, mas não na real. E a elite brasileira é muito burra. Fica todo mundo dentro de seu condomínio, de seu carro blindado.
Seus filhos vêem televisão livremente?


Não, ô louco. Eles têm de seguir regras, só podem ver TV em alguns horários que achamos adequados.


Eles assistem ao Domingão?


Só por castigo.



Texto de henrique gois de melo
Fonte: veja.com
De: Marcelo Marthe

sábado, 4 de outubro de 2008

MTV X Sky

Na reportagem da folha ilustrada do dia, 3 de setembro, que tem como titulo: MTV processa Sky por pirataria, Daniel Castro diz que a emissora MTV do Brasil, estava processando o presidente da Sky por aqueles dias, pois está estava transmitindo seu sinal em São Paulo nos últimos três meses sem permissão contratual.
No dia primeiro, às 17h45 houve o desligamento do equipamento (decoder) que permitia a Sky retransmitir a MTV.
Essa disputa entre a Sky e a tv do grupo Abril, já vinha com trocas de acusações, pois a operadora deixou de irradiar a emissora para todo o pais limitando-a somente para São Paulo.
Fiquei curioso com a reportagem, liguei meu computador e entrei no site da MTV, para ver se havia algo sobre isso, e havia! A MTV faz duras acusações à Sky, dizendo que está esta sendo desrespeitosa com os direitos do consumidor e antidemocrática, pois tirava o direito de vários telespectadores (fieis) da MTV de assisti-la. Segundo a MTV, “isso pode ser só o começo...” acusando a Sky de impor o que seus clientes assistirão.

O contrato da sky para transmitir a MTV, venceu em desembro e foi renovado por carta, até maio, a mtv queia reajuste de 20% sobre o valor que recebe por assinante.

Entrando no site da Sky para ter um contraponto, não achei nada sobre o fato, mas, consultando sua política de ética, logo nas primeiras linhas se dizia:

“O DIRECTV Group, Inc., denominada a Empresa, conduz seus negócios com os mais altos padrões de integridade, honestidade e justiça.
A Empresa determina que todos os diretores, executivos, colaboradores, consultores e representantes obedeçam a esses padrões, evitem conflitos de interesse e observem as leis e regulamentos dos Estados Unidos ou de qualquer outro país ou jurisdição na qual a Empresa opere”.
Ao ler essas poucas linhas, me coloquei a pensar, pirataria não contra a lei no Brasil?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um pouco de Jô Soares

O carioca José Eugênio Soares (Jô Soares), nasceu em 16 de janeiro de 1938. Jovem, morou nos Estados Unidos e na Europa. Aos 13 anos, estudava no na Suíça. Mas teve de voltar para o Brasil quando seu pai perdeu todo o dinheiro na Bolsa de Valores. Aos 18 anos Jô se preparava para ingressar no Instituto Rio Branco, para seguir a carreira diplomática. Como sua família era bem relacionada, passou um tempo no Hotel Copacabana Palace.

Sempre bem humorado rápido e inteligente, entretia seus colegas com histórias e piadas. O jornalista Silveira Sampaio, percebeu o talento do jovem, e perguntou o que o jovem faria no futuro. “Vou para o Itamaraty”. Silveira então disse “ Você pode estudar o que quiser, mas vai acabar mesmo no teatro e televisão”.

Dito e feito, Jô Soares fez sua primeira apresentação artística no filme “O Homem do Sputnik”, chanchada de Carlos Manga. Na televisão, convidado por Adolfo Celi, começou a escrever teleteatros e atuava no programa “TV Mistério”, da Tv Rio, em 59, fez O riso e o limite. Tornou-se roteirista do programa Câmera Um, da Tv Tupi. Na Tv Continental, em 1959, Jô Soares já fazia entrevistas e umas graças no programa Jô, o Repórter e Entrevistas Absurdas e estreou no teatro como o bispo de “Auto da Compadecida”.

Em 60, Jô vem para São Paulo, onde fez sucesso como redator de TV, ator e humorista, aqui ele começou com destaque no Programa de Silveira Sampaio, em 63 e 64, como entrevistador internacional, mas a fama nacional como comediante, veio em 67, estreando como o mordomo Gordon, da Família Trapo, cujo o qual também ajuda na redação. Na TV Globo, fez sucesso nos “Faça o humor, não faça a guerra”(1970); “Satiricon” (1973); “O planeta dos homens” (1976) e “Viva o Gordo” exibido de 81 a 87, com textos de Max Nunes, Afonso Brandão, Hilton Marques e José Mauro, em todas as segundas-feiras, às 21h era exibido pela Rede Globo, com a direção de Cecil Thiré, Francisco Milani e Walter Lacet. Seus personagens marcantes foram: Bô Francineide, Gardelon, Irmão Carmelo, Norminha, Capitão Gay, O Reizinho (que vivia cheio de problemas com seu reino), etc.

Este personagem reizinho, tem uma história interessante, foi retratado de um membro da Academia Brasileira de Letras, que saindo atrasado para uma recepção de gala, pegou um táxi e o motorista, o via vestido com o fardão, perguntou: Sois rei?

Seus bordões também ficaram famosos e a população, na época, falava muito eram: “tem pai que é cego”; “cala a boca, Batista”; “muy amigo”; “a ignorância da juventude é um espanto”; “vai pra casa, Padilha”.

Em 73, Jô estréia o Globo Gente, um sonhado programa de entrevista, mas por causa da censura, teve de sair do ar. Mas em 80, com a abertura política a Globo não aceita o projeto do programa, porém Silvio Santos aproveitou e trouxe Jô ao SBT com um salário alto, o maior na TV Brasileira (na base de 2 milhões de cruzeiros) e ainda fazia um programa de humor (Veja o Gordo) e o famoso talk-show Jô – Onze e Meia, que finalmente estréia em 16 de Agosto de 1.988. Tempos depois, Jô encerra a carreira de humorista e dedica-se à imprensa, à música, ao teatro e à literatura.

Em 3 de Abril de 2000, Jô volta para a Globo, no Programa do Jô e com uma maravilhosa entrevista de começo, com aquela celebridade que ninguém conseguia entrevistar, o dono e fundador da emissora que trabalha hoje, Dr. Roberto Marinho. E aproveitando como um grande escritor, Jô escreveu livros marcantes “O Xangô de Baker Street” (1955) e “ O Homem que matou Getúlio” (1998).

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/biography/1645105-j%C3%B4-soares/
http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/nostalgia/post.asp?t=viva_gordo_-_jo_soares_sempre_foi_grande_humorista_da_televisao&cod_Post=109853&a=294

Abaixo alguns vídeos da época do Viva o Gordo, para vocês divertirem-se.