quinta-feira, 16 de outubro de 2008

“Repórter de vídeo”



Para ser um bom repórter em qualquer telejornal, é preciso saber dizer em seis linhas o que se escreveria em seis páginas. Na televisão, não é como na imprensa escrita, o repórter tem que utilizar frases curtas e uma idéia por frase, de maneira nenhuma falar palavras longas e, na hora certa mostrar as imagens que falam por si só. Quando a noticia é escrita, geralmente se escolhe as fotos que mais se encaixe com a imagem, na TV, é ao contrário, se escolhe o texto que se adapte a imagem.

E não adianta tentar incrementar ou enfeitar demais a notícia, às vezes é preciso subir morros, presenciar acidentes, furacões, grandes catástrofes e nos dias mais tranqüilos falar com uma “celebridade”...

Talvez o sonho da maioria dos jornalistas seja trabalhar no “Jornal Nacional”, mas também não é pra menos, quem nunca respondeu um “Boa noite!” da Fátima Bernardes e do Willian Bonner?? É quase que unânime.

No telejornal a noticia tem ser atraente e como tudo que passa na TV, prender a atenção do público, algumas emissoras se confundem e pensam que é preciso ser sensacionalista para transmitir um grande acontecimento e pior de tudo, é que existe um público para este tipo de programação.

Na Rede Globo, por exemplo, é evidente que, a maioria dos apresentadores e jornalistas segue os critérios da estética, ou seja, até na hora da noticia é preciso manter um certo “padrão de beleza”. E como tudo nessa vida, “nada se cria, tudo se copia”, nos outros canais não é diferente.

Não se pode falar de telejornal, sem citar o “Repórter Esso”, um grande sucesso que surgiu da emissora de rádio e consolidou seu sucesso na televisão, no tempo que não existia "rede", cada cidade tinha o seu "Repóter Esso", era quase que imbatível em termos de audiência.

A interação entre o apresentador e o público é fundamental para o sucesso e a duração no ar de um telejornal, porém esses jornalistas não podem ser vistos como “ídolos” do entretenimento e sim manter uma postura séria, que por conseqüência nos passa mais confiança na noticia transmitida.


“Vozes – creio que elas vão mais fundo em nós que qualquer outra coisa” (George Eliot).

(15 Anos de História Jornal Nacional - A notícia faz história
Autores * Memória Globo Imprensa - Rio de Janeiro - Jorge Zala)