domingo, 16 de novembro de 2008



Uma minissérie de Glória Perez, baseada no romance homônimo de Roberto Drummond, foi transmitida em 1998, tendo picos de audiência superiores a novela das 20h (Torre de Babel), com Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro, sendo protagonistas.

A trajetória de Hilda Furacão, uma das mais prostitutas da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 50. Tem uma história rebelde, filha de uma família tradicional de classe média, rompeu-se com a família e fugiu no dia de seu casamento e refugiou-se com as prostitutas.

Na cidade de Santana de Ferros, vivem três amigos, cada um com um sonho: Malthus quer ser frade, Roberto Drummond pretende fazer a revolução comunista e Aramel, o Belo, quer sucesso em Hollywood. Tudo acaba com o surgimento de Hilda, no qual Malthus se apaixona e acaba divido entre a castidade e o pecado. Assim Malthus vai até a zona boêmia para expulsar o mal, porém ocorre que Malthus realiza na praça um ritual de exorcismo em Hilda, mas uma tempestade ocorre e todos saem correndo, assim Hilda acaba perdendo seu sapato na confusão e é achado por Malthus que o esconde. E acaba por sentir uma paixão pela jovem.

Durante este tempo várias histórias vão acontecendo, como a do Adão nu pintado pela Yara Tupinambá no painel da igreja, a emissora de rádio Inconfidência e o apresentador MC, Aramel, o belo jovem que sonhava em trabalhar em Hollywood, acaba virando um cafetão a serviços de Antônio Luciano. Depois de um tempo vai para os EUA e torna-se um gangster. O cenário de fundo agora é o inicio do golpe militar, Malthus é preso e Hilda ocorre de sair do Maravilhoso Hotel em que residia e isso tem data marcada, dia 1° de Abril, justamente 5 anos depois de ter chegado e ainda sendo o dia da mentira e cada um segue seu caminho.

Tempos depois, cenário é de uma rebelião no rio de janeiro, referente a ditadura, cujo Malthus participa e acaba reencontrando um sapato com um terço e acaba encontrando Hilda.



Fonte: http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaBrasileira/Contemporanea/Roberto_Drummond_Hilda_Furacao_resumo.htm

http://malagrino.com.br/personalidades/01_03.htm

Queda na audiência das novelas Globais - Por Bruna Lino

Será que a hegemonia da Globo está ameaçada? Pois Pela primeira vez na história da Globo o ibope das novelas é preocupante. Ela está em queda em todo o país, porém o que lhes preocupam mais é a queda bruta na grade são Paulo. Considerado o pólo mais importante.
No que se refere à novela das 18h podemos verificar no gráfico abaixo que a queda é mais espantosa nos últimos três anos. Desde o sucesso "Alma Gêmea" (2005/06, média de 39 pontos), as últimas cinco produções nessa faixa de horário derrubaram a Globo em alarmante 43%.
Atualmente, "Ciranda de Pedra", tem ainda o infeliz título de "pior audiência de uma novela da emissora" em todos os tempos: 22 pontos. A novela anterior, "Desejo Proibido", foi o segundo pior fiasco (23 pontos). Só "Sabor da Paixão" (2002/03) foi igualmente mal (parcos 24 pontos).

Arte: Folha Online

De todos os horários o da 19h apresenta uma certa instabilidade. Pois desde 2000, registraram médias de ibope variando de 27 pontos (o fiasco "Bang Bang", de 2005/06) a extraordinários "Da Cor do Pecado", com 43 pontos de média em 2004.
A atual, "Três Irmãs", não está fazendo feio. Pelo contrário. Seus 33 pontos de média atuais a colocam no mesmo patamar de outros sucessos do horário, como "Desejos de Mulher" (também 33 pontos em 2002), e cada vez mais próxima de "Um Anjo Caiu do Céu" (34 pontos, em 2001).

Arte: Folha Online

No que tange o horário nobre (das 21h) isto porque á o mais valioso. As novelas deste horário costumam ter uma produção mais cara. E também é o segundo horário mais caro da publicidade brasileira. Pois é Exibida após o "Jornal Nacional", produto mais caro da casa, a novela das 21h da Globo é um símbolo comercial e de imagem, uma fonte de prestígio e, claro, de dinheiro.
Desde o sucesso "Laços de Família" (45 pontos, em 2000/01) até hoje, com "A Favorita" (37 pontos), a queda de ibope da Globo foi de quase 18%.
Os últimos quatro anos, a audiência literalmente despencou: desde a recordista "Senhora do Destino", exibida entre 2004/05 (50 pontos de média), a Globo vem caindo cada vez mais.Entre 2004 e 2008 a Globo perdeu um em cada quatro telespectadores (queda de 26,19%).

Arte: Folha Online

Agora cabe a você leitor e expectador tirar sua própria conclusão.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ooops/ultnot/2008/09/18/ult2548u604.jhtm
Acesso: 08/11/08 ás 16:10

Folhetins brasileiros: Tele novelas um pouco dessa história de sucesso

Embora as novelas tenham sido inventadas no Estados Unidos, na década de 30, sendo uma grande maneira encontrada pelas fabricas de sabonete para chamar a atenção do ouvinte, a origem da tele novela brasileira é de Cuba também aderiu ao novo sistema. Mas em Cuba essas tele novelas diferentemente das do Estados Unidos vinham dos tradicionais folhetins que se diferenciavam das novelas americanas, pois tinham inicio, meio e fim.
Algumas marcas americanas começaram a fazer novelas pelas bandas de cá (continente americano) e conseqüentemente a novela chega ao Brasil, onde folhetins já faziam sucesso.
A idéia de fazer essa tele novela diária, foi trazida da Argentina pela tv Excelsior, que através do vídeo tape pode fazer uma grade horizontal com a brilhante idéia de “viciar” as mulheres nesse negocio e garantir audiência diária, que era determinantemente delas, (que já tinha os nomes das marcas fixadas na mente pela novela) que por fim tinham opinião muito forte na escolha dos produtos consumidos pelo lar, com isso as multinacionais compravam um horário e passavam suas novelas (sendo essas negociadas com a direção das emissoras, diretamente por meio de suas agencias de publicidade. A primeira novela diária do Brasil foi 25499ocupado

Beto Rockfeller (tv tupi 1968-1969), Irmãos coragem (Rede Globo 1970) entre outros, vieram com intuito de massificar a tele novela no Brasil abrangendo-a para todos os públicos, inclusive o masculino, pois tinham ousadia de tratar de temas como corridas, apostas futebol entre outros.

As primeiras novelas da Rede Globo foram Ilusões perdidas de Ênia Petri e Rosinha do sobrado escritas por Moises Weltman, no mesmo ano de 1965 começo a fazer novelas pela Globo Gloria Magadan, que começou a fazer dramalhões exóticos, o que não dava uma grande audiência no Brasil.

Em 1967 Janete Clair assume o roteiro da novela problema Anastácia a mulher sem destino de Emilio Queiroz. Houve um prolongamento da novela e o autor já não tinha mais idéia do que ia fazer na trama, com isso Janete foi escalada, provocou um terremoto na ilha onde se passava o enredo da novela, e com isso pode começar tudo do zero.
Mesmo tendo nesse terremoto tendo eliminado até quem não devia, mas soube articular a novela e conseguiu uma boa audiência. Janete era tão espetacular que foi definida por Carlos Drummond de Andrade como “a usina dos sonhos”.


Baseado em: Panorama das telenovelas brasileiras
de: Mauro Alencar

esse texto terá uma segunda parte por ser um assunto muito abrangente para somente uma postagem até mais

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

TV Bandeirantes


Inaugurada em Maio de 1967, a emissora tinha o melhor equipamento da época para quem transmitia suas atrações em preto e branco. Sua inauguração foi marcada por um discurso de seu proprietário João Jorge Saad, seguido de shows de cantores que faziam sucesso nessa época. No inicio, sua programação era basicamente filmes, transmissões esportivas além de shows e telejornais.
Porém em 1969, aconteceu um incêndio que destruiu todo o equipamento da emissora, a salvação foram os caminhões que transmitiam externamente.
A TV Bandeirantes foi a pioneira na introdução da TV em cores, isso em 1971.
Em 1982 junto com a Embratel, foi à pioneira na América Latina a utilizar satélite em suas transmissões.
E foi também na década de 80, que a Band começou a exibir o “Canal Livre”, um programa de entrevistas, por onde passou grandes personalidades nacionais e internacionais, ele surgiu com um jornalismo crítico, em uma época de ditadura militar, até hoje é um dos programas mais importantes na história da TV. Os anos 80 foram de mudanças, como por exemplo, a recriação da “Praça da Alegria”, que se tornou “Praça Brasil” e que hoje é transmitida no SBT como, “Praça é nossa”.
A TV Bandeirantes também é muito conhecida por seu debates em épocas de eleições políticas.
Grande nomes já passaram pela emissora... Hebe Camargo, Silvia Poppovic, Chacrinha, Bolinha (Edson Curi), Moacir franco, Raul Gil, entre outros.
Nos esportes a TV Bandeirantes foi a pioneira a transmitir a Fórmula Indy, o basquete americano da NBA, os campeonatos de futebol italiano e espanhol, e nos anos de 1984, 1988, 1992, 1996 e 2000, proporcionou coberturas marcantes das Olimpíadas.
A emissora ainda investe em jornalismo e esportes, mas também procura seu espaço com programas de auditório, sua mais nova contratação é a apresentadora Adriane Galisteu.
Atualmente a TV Bandeirantes é a 4º maior emissora do Brasil, e promete investimentos em 2009 para firma essa posição na guerra pela audiência.

Fonte: TV ao Vivo, Depoimentos Editora brasiliense de Claudia Macedo,
Angela Falcão, Candido José de Almeida.

domingo, 9 de novembro de 2008

Minissérie Presença de Anita



A minissérie escrita por Manoel Carlos, Presença de Anita, foi inspirada no romance de Mario Donato, um dos grandes romancistas brasileiros. Ela conta a história de como o destino pode brincar com as pessoas, como buscar a felicidade e como tudo acontece por um amor. Tudo começa com a família de Fernando (José Mayer) viajam (por motivos de problemas conjugais) para a cidade natal de sua mulher Lúcia Helena (Helena Ranaldi), em Florença, no interior de São Paulo, lá Lúcia Helena revê seu pai (Linneu Dias) e suas irmãs, Marta (Vera Holtz) e Julieta (Carolina Kasting) e seu cunhado Heitor (Alexandre Barros), depois de conversarem e se estabelecerem, no interior da cidade Anita (Mel Lisboa) chega e estala-se em um sobrado, onde antigamente, houve um crime passional. Com a presença da garota, a cidade começa a ser influenciada por ela, as pessoas começam a revelar seus sentimentos, principalmente a do jovem Zezinho (Leandro Miggiorin), um jovem ajudante de mercearia, que ainda descobriria os prazeres da vida, acaba se apaixonando pela jovem, enquanto Fernando aproveita e acaba indo às ultimas conseqüências, sendo seduzido, ele imagina ter encontrado a inspiração que buscava em Anita. Já Marta, uma viúva cheia de preconceitos, sente-se atraída pelo empregado negro, que diz odiar, e Julieta vive uma relação sem emoções com o marido. Com Fernando e Zezinho, a jovem Anita forma um triangulo amoroso, assim mudando a vida de todos ao redor, mística e manipuladora, Anita faz Fernando descontrolar-se e fazendo ele matá-la, Zezinho assisti tudo do porão da mercearia, e todos da cidade põem a culpa nele, ao encontrá-lo junto ao corpo de Anita, Zezinho acaba sendo perseguido pela população e acaba sofrendo um acidente e morre. Sentindo-se culpado pela morte, Fernando acaba tendo alucinações, acredita ver a imagem de Anita morta, em estado de transe, ele vai até o sobrado e acaba morrendo, vítima de um incêndio.

Fonte: http://www.telehistoria.com.br/canais/novelas/historia.asp?idEmissora=4&idConfiguracao=3073#

Acesso: 09/11/2008

sábado, 8 de novembro de 2008

Prestação de Serviço? -Por Bruna Lino




Quando pensamos em televisão, logo nos vem à mente o acesso á informação e ao “entretenimento”. Mas será que realmente nos é oferecido com responsabilidade?
No Brasil o contrato de concessão de televisão, não se trata de um serviço público, não contém obrigações de universalização, nem de continuidade. Estas por sua vez, são as bases de um serviço público, pois para que seja uma prestação de serviço é preciso garantir que este atinja a todos. A obrigação de continuidade trata-se, de não poder em hipótese alguma, ser descontinuado, a não ser por razão de alguma catástrofe.
Se a catástrofe ocorrer, por exemplo, um terremoto; ou uma falência. Nesses casos, o Estado é obrigado a assumir a prestação do serviço em questão, nos termos que ele próprio estabeleceu. Se uma falência foi a razão da descontinuidade do serviço, e se essa falência for por má gestão, o Estado, em decorrência de cláusula contratual usual, reverte para si parte dos bens do prestador privado-comercial, mesmo que estes tenham resultado de investimentos feitos exclusivamente pelo prestador.
O que geralmente não é preciso acontecer no Brasil para que um programa seja interrompido na metade. Não existe um comprometimento com relação ao expectador. Podemos citar várias transmissões interrompidas, como o programa Aqui agora, o do Ratinho, a novela Revelação, de autoria da esposa de Silvio, Íris Abravanel, todos do SBT. Sem falar, na falta de uma grade de programação regular, isto porque o programa da Hebe mudou de horário também. O STB mais que as outras emissoras não segue um padrão. Isto acaba com a idéia principal de concessão.
Concessão de televisão no Brasil sequer resulta de relações contratuais extensas e detalhadas. Concessão de televisão no Brasil passa longe de qualquer mecanismo de regulação estatal, como o é a Federal Communications Commission que, desde 1934, regula a exploração comercial de serviço de televisão nos Estados Unidos.
Concessão de televisão no Brasil é um serviço privado, desamparado pelo Estado à mercê do funcionamento dos mercados, é somente mais um produto comercial. Não tem se que uma fiscalização, um controle de qualidade. O papel da televisão é informar, e formar a cidadania, e não desinformar, e deformar, consumidores.




Fonte:http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1294959-EI6794,00-Televisao+no+Brasil+e+Servico+Publico.html
Acesso: 14/10/2008 - ás 20:00

Medo de que? - Bruna Lino

É interessante ver como os veículos de comunicação têm o poder de manipular as informações.
A mais recente é a omissão da absolvição de pagamento da multa de R$48 milhões da TV Record. Quando veio a tona a processo promovido contra o bispo Edir Macedo em 1998, todas as emissoras noticiaram o ocorrido.
O bispo e seis diretores foram acusados de falsificar um documento e de sonegarem impostos da importação de equipamentos. E que agora teria sido comprovado que se tratava de um estelionato praticado por um despachante. Sem saber do golpe, a direção da Recorde levou a receita federal uma guia de importação falsa, emitida pelo despachante para encobrir o desvio do dinheiro dos impostos.
Em outubro de 2008 após 10 anos, a justiça considerou a acusação improcedente e inocentou Edir Macedo e os diretores da emissora. O que levou as outras emissoras omitirem esta notícia?


fonte:http://brtelevisao.blogspot.com/2008/10/acusao-contra-edir-macedo-dono-da.html
acesso dia 20/10/2008 ás 21:30

domingo, 26 de outubro de 2008

A impressa diante de ocorrências policiais - Por Bruna Lino


Como todo o Brasil pôde acompanhar, desde o início do seqüestro (ou cárcere privado) da adolescente Eloá, a mídia esteve presente.Fato este que muitas vezes atrapalhou as negociações policiais, pois no decorrer dos dias atraiu muitos curiosos. E o mais absurdo foram às entrevistas concedidas por Lindemberg (o seqüestrador) aos repórteres de programas de televisão. Como uma ação da polícia poderia dar certo com o seqüestrador sabendo tudo o que estava acontecendo do lado de fora do apartamento? Qualquer movimentação no local a imprensa já estava transmitindo.
Lindemberg sentia-se poderoso por estar no comando de tudo, essa afirmação se fez verdadeira no momento em que Nayara (refém libertada) voltou ao cativeiro. Claro que, se este episódio acontecesse em outro país, era improvável que esta garota subisse as escadas sozinha. Um policial certamente estaria junto a ela e ao irmão de Eloá, justamente para garantir que nenhum dos dois adentrasse no apartamento. Sem dizer que em outro país esta situação nunca teria acontecido, até porque um refém que é libertado, não pode em hipótese alguma voltar ao local do cativeiro. O mesmo aconteceria com o desfecho do caso, pois em outro país teria acabado
muito antes das 100 horas. Um atirador de elite resolveria a situação.
Muitas são as questões a serem repensadas em nossas leis e nas técnicas utilizadas pela polícia brasileira. Penso que tudo poderia ter acabado bem se nossa polícia tivesse agido de maneira racional.Isto porque, estavam pensando nas questões emocionais, imaginando qual seria a reação da população se tomassem a decisão de atirar em Lindembeg, que até ali era um bom moço, trabalhador e querido por todos. Há certas decisões que devem ser estritamente racionais, tudo bem, havia uma refém em jogo, mas que poderia estar viva.
Outra questão relevante foi o fato de não retirarem o telefone celular em poder do seqüestrador. Poderiam ter trocado por um rádio - transmissor, por exemplo, afim de fazer contato direto entre a polícia e o seqüestrador. Por esta providência não ter sido tomada, os meios de comunicação “usaram e abusaram”. Por mais que as intenções de alguns fossem boas, outros fizeram sensacionalismo para adquirirem audiência.
Como se não bastasse, quando Eloá veio a falecer, seu velório passou a ser um espetáculo, um show à parte. Milhares de pessoas, que até então nem sabiam de sua existência, foram até lá para tirar fotos, “Que país é esse?”. Este acontecimento só tomou esta proporção, sem dúvida, por influência da mídia.
A única participação importante e satisfatória da mídia, foi o reconhecimento de um foragido da polícia de Alagoas. O pai de Eloá, acusado de praticar vários crimes no início da década de 90, Everaldo, que aqui em São Paulo assumiu a identidade de Aldo, foi descoberto através das lentes velozes das câmeras de tv. Ele fugiu de Alagoas quando Eloá tinha apenas 2 anos de idade. A polícia o acusa de ter participado de um grupo de extermínio fardado que atuava no estado. Entre os crimes, estão o assassinato de um delegado e da sua ex-mulher no qual. Parentes afirmam que ele a matou não só porque queria viver com ela e a mãe de Eloá, e a mesma não aceitava, Mas sim porque ela sabia de todos os crimes que ele havia cometido.
O filho mais velho de Ana Cristina (mãe de Eloá) é de outro homem. Até esta informação os meios de comunicação já obtiveram, e na entrevista que fizeram com o pai de Ronickson (irmão mais velho de Eloá), ele afirma não ter procurado o filho por medo de Everaldo.
Agora existe a especulação que Everaldo e Lindemberg tenham envolvimento em crimes praticados na região.
Contudo, podemos ter os dois lados da moeda. A imprensa pode perfeitamente ajudar a esclarecer fatos, porém em outros atrapalhar e muito.

Desenhos animados anos 80 na TV

Uma série de brinquedos produzidos pela Mattel (EUA) ganha “vida” em desenho animado.




Desenho animado vira fenomeno pop nos anos 80.
Quem não se lembra da famosa frase: “ Pelos poderes de Grayskul... Eu tenho a força”. Algo que ficou registrado na mente das crianças, hoje bem grandinhas
No inicio dos anos 80 a Mattel trabalhava em brinquedos do filme Conan, o Babáro, o mesmo considerado muito violento para o público infantil pelos executivos da empresa, então decidiram desenvolver uma série chamada "Masters of the Universe" e como uma extratégia de MKT, em parceria com a Filmation Studios foi encomenda uma série de desenho animado baseada nos brinquedos.
Nascendo o famoso desenho animado He-Man and the Masters of the Universe, no português: He-Man e os defensores do universo, exibido nos EUA pela primeira vez em 30 de setembro de 1983 e no Brasil ele foi exibido nos programas Balão Mágico, Xou da Xuxa e Tv Colosso.
Tamanha audiência atingiu, que no Xou da Xuxa ele era exibido como última atração.
O desenho é uma ficção que tem sua trama desenrrolada no planeta Eternia, repleto de tecnologias avançadas e seres mágicos. O planeta é governado pelo justo rei Randor, que mora no castelo de Grayskull juntamente com seu filho o príncípe Adam, cuja sua identidade secreta é He-Man, protetor do universo, contra o vilão Esqueleto, uma criatura estranha, combinação de cara de caveira com um corpo físico, tem sua base na Montanha da Serpente, que é uma montanha com uma cachoeira e uma enorme serpente esculpida em toda sua volta.
He-Man conta com mais alguns aliados que vivem no castelo, como a Feiticeira guardiã do castelo, que se transforma em águia quando necessário, também é a mãe de Teela, adotada por Mentor, e seus dois fieis companheiros o “corajoso”...rsrs Pacato o Gato Guerreiro e Gorpo uma criaturinha mágica um tanto atrapalhado, que a cada final de epsódio trazia uma reflexão para nos tornarmos melhor como humanos.
Somente tres deles conhecem o segredo de He-Man, Gorpo, Mentor e a Feiticeira
A série conta com alguns personagens secundários e participações de sua irmã Adora (She-Ra) que também conhece o segredo de Adam, e é nesse cenário que se desenvolvem os 130 episódios da primeira temporada, que com o enorme sucesso ganhou a versão feminina da série, She-Ra. Mas não parou aí não, foi para as revista em quadrinhos (Editora Abril) e albúns de figurinhas (Crediba Editora) e além de tudo virou ritmo, gravado pelo grupo Trem da Alegria, para agitar a criançada. Elevando ainda mais seu prestigio foi as telas do cinema com os filmes The Secret of the Sword (1985) e Masters of the Universe (1987).
Atualmente a antiga versão é exibida pela Rede Record. A nova versão foi exibida pela Rede Globo, e a agora é exibida somente na TV a cabo.
Para os amantes do desenho no último dia 12 de outubro em comemoração ao Dia das crianças foi criada uma Caixa que reúne a primeira temporada de He-Man, já lançada no ao passado (2007) mas agora os 65 primeiros desenhos chegam embalados em edição especial com 12 DVDs e extras com documentários e storyboards.
Saudades dos nossos melhores desenhos... “não podemos voltar ao passado, mas tivemos a oportunidade de aprender com o que vimos e ouvimos e com isso melhorarmos como seres humanos. Até a próxima amiguinhos”.





Ilustrada, Jonal a Folha de São Paulo, 11 de outubro, 2008.

sábado, 25 de outubro de 2008

"Jornal Nacional"


O Jornal Nacional nasceu em 1969, na Rede Globo, apresentado por Cid Moreira e Hilton Gomes, foi ao ar pela primeira vez “sob o signo das grandes manchetes”.
Foi o primeiro programa a ser transmitido em rede nacional, ou seja, chegava ao mesmo tempo em varias cidades brasileiras, em tempos que ainda predominava-se a idéia de que paulistas e cariocas eram totalmente incompatíveis. Essa idéia levou ao insucesso das tímidas tentativas de se criar alguma coisa que merecesse o nome de “rede” no Brasil.
Porém o processo de integração demorou um pouco mais do que o esperado, mesmo depois do “Jornal Nacional”, ter conquistado o Rio de Janeiro, os meios publicitário que sempre sonharam com a possibilidade de um programa de “rede”, ficaram a espera que o telejornal obtivesse o mesmo impacto em São Paulo.
Na década de 70 conquistou a liderança absoluta de audiência durante seus 30 minutos de duração, o JN estava firmado de tal maneira que ninguém duvidava de sua liderança no telejornalismo. Não deve existir uma pessoa em todo o Brasil que nunca assistiu pelo menos a uma apresentação do telejornal.
No inicio dos anos 90, com sua audiência ameaçada pela telenovela transmitida no SBT, “Carrossel”, a TV Globo, aumentou o tempo de duração do JN para 50 minutos e investiu em um material investigativo. (parece que deu certo até hoje).
Há quase 40 anos no ar, o JN já teve vários apresentadores, entre eles, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Lílian Witte Fibe e William Bonner. E desde março de 2008, Fátima Bernardes, que apresentava o Jornal Hoje, passou a comandar o JN ao lado do seu marido William Bonner.
Nos dias de hoje pode-se dizer que o Jornal ainda é um dos programas mais assistidos do Brasil e um dos mais importantes da Rede Globo.
“O jornal de maior circulação do país não está à venda nas bancas”.

(15 Anos de História Jornal Nacional - A notícia faz história
Autores * Memória Globo Imprensa - Rio de Janeiro - Jorge Zala)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

“Repórter de vídeo”



Para ser um bom repórter em qualquer telejornal, é preciso saber dizer em seis linhas o que se escreveria em seis páginas. Na televisão, não é como na imprensa escrita, o repórter tem que utilizar frases curtas e uma idéia por frase, de maneira nenhuma falar palavras longas e, na hora certa mostrar as imagens que falam por si só. Quando a noticia é escrita, geralmente se escolhe as fotos que mais se encaixe com a imagem, na TV, é ao contrário, se escolhe o texto que se adapte a imagem.

E não adianta tentar incrementar ou enfeitar demais a notícia, às vezes é preciso subir morros, presenciar acidentes, furacões, grandes catástrofes e nos dias mais tranqüilos falar com uma “celebridade”...

Talvez o sonho da maioria dos jornalistas seja trabalhar no “Jornal Nacional”, mas também não é pra menos, quem nunca respondeu um “Boa noite!” da Fátima Bernardes e do Willian Bonner?? É quase que unânime.

No telejornal a noticia tem ser atraente e como tudo que passa na TV, prender a atenção do público, algumas emissoras se confundem e pensam que é preciso ser sensacionalista para transmitir um grande acontecimento e pior de tudo, é que existe um público para este tipo de programação.

Na Rede Globo, por exemplo, é evidente que, a maioria dos apresentadores e jornalistas segue os critérios da estética, ou seja, até na hora da noticia é preciso manter um certo “padrão de beleza”. E como tudo nessa vida, “nada se cria, tudo se copia”, nos outros canais não é diferente.

Não se pode falar de telejornal, sem citar o “Repórter Esso”, um grande sucesso que surgiu da emissora de rádio e consolidou seu sucesso na televisão, no tempo que não existia "rede", cada cidade tinha o seu "Repóter Esso", era quase que imbatível em termos de audiência.

A interação entre o apresentador e o público é fundamental para o sucesso e a duração no ar de um telejornal, porém esses jornalistas não podem ser vistos como “ídolos” do entretenimento e sim manter uma postura séria, que por conseqüência nos passa mais confiança na noticia transmitida.


“Vozes – creio que elas vão mais fundo em nós que qualquer outra coisa” (George Eliot).

(15 Anos de História Jornal Nacional - A notícia faz história
Autores * Memória Globo Imprensa - Rio de Janeiro - Jorge Zala)


terça-feira, 14 de outubro de 2008

A Primeira Transmissão da TV colorida no Brasil

Nós seres humanos somos bastante gananciosos e corajosos, peitamos qualquer coisa para modernizar e fazer história. Com toda a nossa audácia criamos e re-criamos tecnologias fantástica que facilitam e embelezam cada vez mais nossas vidas. Então pra que ver televisão com apenas duas cores? Sendo que podemos ver a mesma com milhares de cores transmitidas em plasma, cristal liquido ou até mesmo em Televisores comuns.
Assim é hoje em dia graças à ganância de muitos do passado, podemos ver as perfeições e imperfeições de muitos atores graças às novas tecnologias que assim vem crescendo cada vez mais. Em 1970 foi feita a primeira transmissão colorida da historia brasileira e advinha o que foi transmitido nessa ocasião? À grande paixão nacional, o futebol. A copa do mundo do México onde o Brasil foi tricampeão foi à primeira transmissão colorida em todo o país, mas apenas para um público seleto, pois foi uma transmissão experimental e fechada, grande marco para os brasileiros que são doentes pelo esporte com grande vitória brasileira, começamos as transmissões com chave de ouro. Mas nem todos tinham o luxo de ter um aparelho de televisão em casa, muito menos colorido, era onde as pessoas convidavam os menos favorecidos da família e amigos para ver televisão em casa. Em fevereiro de 1972 foi feita a primeira transmissão pública da televisão colorida, com uma produção brasileira foi transmitida a festa da uva de Caxias do sul – RS, alguns prefeitos demagógicos mandavam instalar televisores em lugares públicos para que os que não podiam bancar um televisor colorido pudesse degustar da novidade.

Fontes: http://marianajf.spaces.live.com/blog/cns!2CFF3CCC974EBF86!2341.entry, http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/A_TVBrasileira.htm

domingo, 5 de outubro de 2008

Globo: ninguém alcança! Olimpíadas e ferias!

Difícil falar de batalhas travadas por audiência, quando a maior concorrente da tv Globo começa a perder audiência. Com a rede Record perdendo no acumulado de dois meses, 21% de audiência e caindo de seus 9,6 pontos do mês de junho para 7,6 em agosto, parece que a estrutura de Edir Macedo tem lá seus defeitos, pois, o dono da emissora afirma que a queda de julho e agosto foi graças às férias e as olimpíadas!
Você deve estar pensando isso tem cara de noticia velha, pois é do começo de setembro e estamos em outubro, mas, fique atento, pois o que mais me chamou atenção nessa reportagem da folha ilustra escrita por Daniel costa, é que uma emissora que deseja desbancar do primeiro lugar a globo que vem sendo líder de audiência a uns 30 anos deveria ter um planejamento para um contra ataque as olimpíadas e a programação de ferias de sua concorrente.
Enquanto as novelas "Chamas da vida" e "Os mutantes" estão na casa dos 14 pontos, distante dos 18 que atingiram em junho, "A favorita" da rede globo se recupera e eleva sua média diária para 18,2 pontos 9% de alta.

Para sorte da Record o SBT também caiu (7,2 em julho para 6,9 em agosto), a Record ainda é vice-líder isolado na grande São Paulo, mas estão empatadas no ibope nacional.
Cuidado Record! Sr. Edir Macedo não se esqueça que se vocês forem para terceira colocação ganharam somente metade do valor pago em suas propagandas.
Enquanto a Globo, essa está bem à frente, nadando de braçada.

Texto: Henrique gois de melo

Fonte: Folha Ilustrada
Do dia 2/09/08Escrita por: Daniel castro

Nas tardes de domingo

Dá minha época de criança, lembro que domingo havia uma guerra bombástica entre Faustão e Gugu. Quando o Gugu começou a levar a seu programa os Mamonas assassinas e o É o tchan(1995) e quando anunciava a cada programa o primeiro lugar na audiência, como uma provocação a o Programa do Faustão( 1998/2002).
Aqui quero falar um pouco do Faustão que já tem mais de mil programas na globo, tendo estreado em 1989, nesses 19 anos de globo, o programa do Faustão teve cerca de 180 quadros, 73.000 videocassetadas e 3.900 atrações musicais. Quando o Faustão foi a o ar, o Brasil estava em ano de eleição as primeiras eleições diretas depois de amargar a ditadura militar, e vem na ativa até hoje representando em seu programa 7% do faturamento bruto da tv globo.
Depois de sair de um programa alternativo (o Perdidos na noite) e ir para um programa de massa na maior emissora do pais, com a função de tirar a hegemonia de Silvio Santos nos dias de domingo.
Faustão teve muito sucesso em seu programa, mas de 1998 a 2002 passou por apuros sendo praticamente massacrado na audiência pelo programa do apresentador Gugu Liberato, ele diz que em um certo momento perdeu a vontade de apresentar seu programa.

Não há como se negar que houve erros celebres, como o Sushi Erótico, em que atores degustavam comida japonesa sobre o corpo de modelos nuas, e o caso Latininho, quando o Domingão explorou a imagem de um deficiente de forma horrivel.
A queda no ibope só aumentou com a perda de prestigio com esses capítulos chegando á audiência a descer aos 11 pontos.
Mas tendo se recuperado e hoje sendo sucesso, com quadros como se vira nos trinta e dança dos artistas.

Obs: anexei a esse texto a entrevista que Faustão deu à Folha


"Não procurei a fama de forma obcecada"
Nesses quase vinte anos, houve algum momento em que o senhor pensou: "não dá mais"?

Houve um momento complicado, em 2001. Depois de várias tentativas de recuperar nosso ibope, tentaram me convencer de que um grupo de jornalistas deveria assumir a direção. Só que eles descaracterizaram o programa. Aí foi o fim do mundo, a audiência desabou de vez. Falei para a Marluce (a manda-chuva da Globo no período, Marluce Dias da Silva): é melhor rescindir o contrato. Ainda bem que a crise não durou tanto.

O episódio do "Latininho", nos anos 90: um dos erros de Faustão
Esse momento ruim coincidiu com seu embate pesado com Gugu. Aquela fase ainda lhe dá pesadelos?

Não foi nem uma fase, nem um programa inteiro. De 1000 programas, tivemos três momentos trágicos: o sushi erótico, o Latininho e a entrevista com o Belo. O Sushi era um quadro de dois ou três minutos e aí ficaram esticando – eu até falei no ar: eu não estou à vontade. O problema do Latininho (deficiente explorado de forma grotesca no programa) é que ele passou o dia inteiro lá na produção e ninguém notou que havia algo errado. Na hora em que eu o vi no ar é que percebi que o rapaz estava totalmente sem condição. Agora, são problemas internos que só têm essa repercussão porque se trata da Globo. Houve tantos Latininhos em outros programas e ninguém reclamou.


Há alguma parcela de culpa sua nesses episódios?


Em todos. Afinal de contas, minha cara estava lá. Naquela época eu não estava envolvido na produção como hoje. Talvez eu tivesse evitado ou amenizado se fosse assim.


Na contramão da era das celebridades, o senhor optou por não expor sua vida pessoal. Por quê?


No fundo, sou tímido. É claro que se eu não gostasse de ser reconhecido eu ia ser guarda-noturno, não é verdade? Mas não vivo em função disso. Não procurei a fama de forma obcecada, neurótica. E os artistas às vezes se acham. É preciso ter consciência do país em que a gente vive, a pessoa não pode afrontar ninguém só porque tem fama, dinheiro ou poder.


Qual o efeito da fama na vida das pessoas?

O que deveria ser decorrência natural de um bom trabalho acaba tendo o efeito de um tsunami para quem se expõe publicamente. E só alguns sabem lidar com isso. Se o sujeito alcança o sucesso cedo demais, ele se perde. Se demora para chegar, ele fica recalcado e amargo. O problema às vezes não é nem a pessoa saber administrar a fama. O problema é quem a rodeia.


Como é lidar com o ego dos artistas?


Quando estão no meu terreiro, eles são afáveis. Mas muitos dão coice no porteiro, no garçom, nos cabeleireiros e maquiadores. Tem um time grande que faz isso na Globo. É um negócio maluco: eles descarregam seu recalque para cima dessas pessoas.


Muitos atores profissionais olham de forma enviesada para os ex-participantes do Big Brother. Qual a sua opinião sobre isso?


Eu entendo. Os grandes atores sabem quanto é difícil essa profissão. E hoje basta ser bonito e engraçadinho e se destacar num reality show para subir na vida. A ascensão social e econômica no Brasil se dá por meio da fama. Não se premia o sujeito porque ele estuda. Quando comecei, nos anos 70, ser artista, jogador de futebol, modelo ou miss era o apogeu do lixo. Hoje, é o contrário. Existe estímulo para essas carreiras fugazes. Às vezes, a gente vê mães tentando emplacar na carreira de modelo suas filhas de 1,50 metro de altura e cara de abacaxi. Parece que o único caminho é o sucesso na TV, seja por vias musicais ou sexuais.


O senhor é contra o assistencialismo na TV. Por quê?


Assistencialismo é aquele negócio que você leva lá e dá dinheiro de mão beijada. Para mim, esse assistencialismo barato não é bom. Acho ruins, inclusive, as medidas do governo nesse sentido. Eu me lembro da música do Luiz Gonzaga: a esmola vicia o cidadão.


Está se referindo ao Bolsa Família?


É, todos os programas assim. Há vários exemplos de gente que não quer trabalhar mais por causa dessa ajuda fácil. É preciso ensinar o sujeito a trabalhar, criar cursos técnicos, oferecer educação. O governo tem de criar a estrutura, e a vida se encarrega de selecionar os mais inteligentes e batalhadores. O assistencialismo é uma praga de país subdesenvolvido.


Por que o senhor acredita que falta ousadia à televisão?


É o seguinte: se uma emissora faz novela, todo mundo faz novela. Mas o que dá certo nas outras emissoras são programas diferentes do que os que a Globo exibe. E a própria Globo não inova. O problema é que o cachimbo entorta a boca. Durante muitos anos, a Globo só investiu em dramaturgia. Então, virou uma emissora que sabe fazer apenas novelas e sitcoms.


O senhor foi pai tardiamente, aos 48 anos. O Brasil o deixa ansioso como pai?


Sem dúvida. Um país que tem violência, que não investe em educação, não oferece o básico de habitação e saúde, um país que tem de ter cota de tudo. É um país que caiu no real, mas não na real. E a elite brasileira é muito burra. Fica todo mundo dentro de seu condomínio, de seu carro blindado.
Seus filhos vêem televisão livremente?


Não, ô louco. Eles têm de seguir regras, só podem ver TV em alguns horários que achamos adequados.


Eles assistem ao Domingão?


Só por castigo.



Texto de henrique gois de melo
Fonte: veja.com
De: Marcelo Marthe

sábado, 4 de outubro de 2008

MTV X Sky

Na reportagem da folha ilustrada do dia, 3 de setembro, que tem como titulo: MTV processa Sky por pirataria, Daniel Castro diz que a emissora MTV do Brasil, estava processando o presidente da Sky por aqueles dias, pois está estava transmitindo seu sinal em São Paulo nos últimos três meses sem permissão contratual.
No dia primeiro, às 17h45 houve o desligamento do equipamento (decoder) que permitia a Sky retransmitir a MTV.
Essa disputa entre a Sky e a tv do grupo Abril, já vinha com trocas de acusações, pois a operadora deixou de irradiar a emissora para todo o pais limitando-a somente para São Paulo.
Fiquei curioso com a reportagem, liguei meu computador e entrei no site da MTV, para ver se havia algo sobre isso, e havia! A MTV faz duras acusações à Sky, dizendo que está esta sendo desrespeitosa com os direitos do consumidor e antidemocrática, pois tirava o direito de vários telespectadores (fieis) da MTV de assisti-la. Segundo a MTV, “isso pode ser só o começo...” acusando a Sky de impor o que seus clientes assistirão.

O contrato da sky para transmitir a MTV, venceu em desembro e foi renovado por carta, até maio, a mtv queia reajuste de 20% sobre o valor que recebe por assinante.

Entrando no site da Sky para ter um contraponto, não achei nada sobre o fato, mas, consultando sua política de ética, logo nas primeiras linhas se dizia:

“O DIRECTV Group, Inc., denominada a Empresa, conduz seus negócios com os mais altos padrões de integridade, honestidade e justiça.
A Empresa determina que todos os diretores, executivos, colaboradores, consultores e representantes obedeçam a esses padrões, evitem conflitos de interesse e observem as leis e regulamentos dos Estados Unidos ou de qualquer outro país ou jurisdição na qual a Empresa opere”.
Ao ler essas poucas linhas, me coloquei a pensar, pirataria não contra a lei no Brasil?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um pouco de Jô Soares

O carioca José Eugênio Soares (Jô Soares), nasceu em 16 de janeiro de 1938. Jovem, morou nos Estados Unidos e na Europa. Aos 13 anos, estudava no na Suíça. Mas teve de voltar para o Brasil quando seu pai perdeu todo o dinheiro na Bolsa de Valores. Aos 18 anos Jô se preparava para ingressar no Instituto Rio Branco, para seguir a carreira diplomática. Como sua família era bem relacionada, passou um tempo no Hotel Copacabana Palace.

Sempre bem humorado rápido e inteligente, entretia seus colegas com histórias e piadas. O jornalista Silveira Sampaio, percebeu o talento do jovem, e perguntou o que o jovem faria no futuro. “Vou para o Itamaraty”. Silveira então disse “ Você pode estudar o que quiser, mas vai acabar mesmo no teatro e televisão”.

Dito e feito, Jô Soares fez sua primeira apresentação artística no filme “O Homem do Sputnik”, chanchada de Carlos Manga. Na televisão, convidado por Adolfo Celi, começou a escrever teleteatros e atuava no programa “TV Mistério”, da Tv Rio, em 59, fez O riso e o limite. Tornou-se roteirista do programa Câmera Um, da Tv Tupi. Na Tv Continental, em 1959, Jô Soares já fazia entrevistas e umas graças no programa Jô, o Repórter e Entrevistas Absurdas e estreou no teatro como o bispo de “Auto da Compadecida”.

Em 60, Jô vem para São Paulo, onde fez sucesso como redator de TV, ator e humorista, aqui ele começou com destaque no Programa de Silveira Sampaio, em 63 e 64, como entrevistador internacional, mas a fama nacional como comediante, veio em 67, estreando como o mordomo Gordon, da Família Trapo, cujo o qual também ajuda na redação. Na TV Globo, fez sucesso nos “Faça o humor, não faça a guerra”(1970); “Satiricon” (1973); “O planeta dos homens” (1976) e “Viva o Gordo” exibido de 81 a 87, com textos de Max Nunes, Afonso Brandão, Hilton Marques e José Mauro, em todas as segundas-feiras, às 21h era exibido pela Rede Globo, com a direção de Cecil Thiré, Francisco Milani e Walter Lacet. Seus personagens marcantes foram: Bô Francineide, Gardelon, Irmão Carmelo, Norminha, Capitão Gay, O Reizinho (que vivia cheio de problemas com seu reino), etc.

Este personagem reizinho, tem uma história interessante, foi retratado de um membro da Academia Brasileira de Letras, que saindo atrasado para uma recepção de gala, pegou um táxi e o motorista, o via vestido com o fardão, perguntou: Sois rei?

Seus bordões também ficaram famosos e a população, na época, falava muito eram: “tem pai que é cego”; “cala a boca, Batista”; “muy amigo”; “a ignorância da juventude é um espanto”; “vai pra casa, Padilha”.

Em 73, Jô estréia o Globo Gente, um sonhado programa de entrevista, mas por causa da censura, teve de sair do ar. Mas em 80, com a abertura política a Globo não aceita o projeto do programa, porém Silvio Santos aproveitou e trouxe Jô ao SBT com um salário alto, o maior na TV Brasileira (na base de 2 milhões de cruzeiros) e ainda fazia um programa de humor (Veja o Gordo) e o famoso talk-show Jô – Onze e Meia, que finalmente estréia em 16 de Agosto de 1.988. Tempos depois, Jô encerra a carreira de humorista e dedica-se à imprensa, à música, ao teatro e à literatura.

Em 3 de Abril de 2000, Jô volta para a Globo, no Programa do Jô e com uma maravilhosa entrevista de começo, com aquela celebridade que ninguém conseguia entrevistar, o dono e fundador da emissora que trabalha hoje, Dr. Roberto Marinho. E aproveitando como um grande escritor, Jô escreveu livros marcantes “O Xangô de Baker Street” (1955) e “ O Homem que matou Getúlio” (1998).

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/biography/1645105-j%C3%B4-soares/
http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/nostalgia/post.asp?t=viva_gordo_-_jo_soares_sempre_foi_grande_humorista_da_televisao&cod_Post=109853&a=294

Abaixo alguns vídeos da época do Viva o Gordo, para vocês divertirem-se.

domingo, 28 de setembro de 2008

Programação Infantil - Bruna Lino


A televisão brasileira desde o principio se preocupou em apresentar programas infantis. A primeira emissão foi o “CLUBE DO PAPAI NOEL”, realizado pela Tv Tupi de São Paulo, em 1950, (por sinal data de sua inauguração).
Um programa que tinha audiência no rádio e passou a ser apresentado na Tv Record, foi o “CIRQUINHO DO ARRELIA”. Este por sua vez, era realizado no ambiente de circo mesmo, com palhaços, equilibristas e mágicos.
Havia também os programas que se limitava em mostrar desenhos animados de produções americanas. Como Walt Disney e Hanna e Barbera. Outros apresentavam programas cômicos como as peripécias da “FAMÍLIA TRAPO”, da Tv record- SP e “OS LEGIONÁRIOS”, da Tv Excelsior-SP que mais tarde transformou-se nos inesquecíveis “OS TRAPALHÕES” e em 1966 passou a ser apresentado pela Tv globo.
Em 1951, Júlio Gouveia e Tatiana Belinsky, apaixonados pela obra de Monteiro Lobato, criaram um teleteatro apresentado semanalmente pela Tv Tupi-SP: “O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO”, durante cerca de 13 anos. Isto aconteceu pelo simples fato de querem competir com as produções estrangeiras e assim se esforçaram para realizar programas adequados à realidade das nossas crianças. Surgida em 1965 a Tv Globo obteve a exclusividade de direitos autorais do programa que passou a ser apresentado sob a forma de telenovela diária, a partir de 1977. A mesma emissora em 1980, iniciou os espetáculos musicais infantis, como “A ARCA DE NOÉ”, que ganhou dois prêmios nos EUA e um na Espanha. Entusiasmado com o resultado dos musicais, Augusto César Vanucci, realiza “PLUCT PLACT, ZUUUM”. No mesmo ano (1983) a emissora criou o programa “BALÃO MÁGICO”.
No quesito variedades, temos ainda que acrescentar “A TURMA TIA LENINHA”, da Tv Nacional, “A TURMA DO CARROSSEL”, da Tv Brasília, e “DOMINGO NO PARQUE”, da TVS. A Tv educativa do rio realizou muitas séries dedicadas ao público infantil, mas não obteve recursos suficientes para dar continuidade aos trabalhos. Um desses programas foi premiado no Japão, em 1981: “PATATI PATATÁ”, duas dessas séries infantis são difundidas pela Tv Capital: “ A TURMA DO LAMBE LAMBE” e “ AS AVENTURAS DO TIO MACEDO”. A dificuldade em obter recursos é um problema corriqueiro na produção de emissões para as crianças e explica a exibição habitual das séries e desenhos animados importados dos EUA, do Japão, da Alemanha e da França.
Os profissionais que desenvolvem os programas infantis procuram algo divertido num contexto instrutivo, porém o tempo de transmissão custa muito caro e, para uma boa emissão dedicada ás crianças, não basta ter boas idéias.
Referente ao tempo dedicado a programação infantil temos durante a semana: 24,6% da Tv Nacional; 20,0% da Tv Capital; 16,2 % da Tv Globo e 13,4% de Tv Brasília. (dados de 1984). Nos finais de semana os horários destinados às crianças diminuía, pois a quantidade de espetáculos de variedades e transmissões esportivas é bem maior.
Quanto à elaboração dos programas infantis cada emissão é preparada com cerca de dez dias de antecedência, dentro da idéia principal que motivou a criação do programa. A partir do tema proposta à equipe leva em média, cinco dias para a execução. Os ensaios dos apresentadores são feitos na véspera ou no mesmo dia da gravação. Um dado interessante, é que os apresentadores não podem passar de 30 anos de idade, o que explica o ritmo vivo e a jovialidade que reinam nas apresentações. E no que se refere aos apresentadores mirins, só é permitido por lei crianças trabalharem até 4 horas por dia e até três dias por semana. Por esta razão, a escolha das mesmas deve ser muito rigorosa. E um programa com a participação de crianças exige muita paciência e determinação para se conseguir os resultados desejados, é difícil de obter a espontaneidade necessária para a atuação dos pequenos artistas.
Para saber se o programa está sendo aceito pelo público infantil. Utilizam-se os resultados do IBOPE, correspondências recebidas, telefonemas, participação da platéia e crítica especializada. Assim se tem ou não a confirmação de um bom programa infantil.


Fonte: Livro: A criança diante da Tv: um desafio para os pais.
Autora: Laura Bastos
Editora: Vozes LTDA (1988).

Record amplia jornal no “quintal” da Globo.

É isso mesmo! A Rede Record vai investir 5 milhões para a construção de uma “ news room” no Rio de Janeiro.
Segundo a emissora a redação terá capacidade de abrigar 120 jornalistas, com a construção dessa nova, a atual será reformada para ser estúdio do Balanço Geral
A estratégia da emissora é “acampar no quintal” da sua maior concorrente, pois depois de São Paulo, o Rio de Janeiro é o estado que obteve os maiores números do IBOPE, principalmente com o programa Balanço Geral, no RJ apresentado por Wagner Montes, ex-jurado do Silvio Santos, fato que levantou os olhares dos diretores da Rede Globo, que já vêem mais que dinheiro da Igreja Universal por traz desse crescimento.
Muitas flores ou espinhos irão nascer ainda nesse “quintal” e nós estaremos aqui antenados para “colher” de primeira mão.

Abraços

Folha de São Paulo_ Ilustrada
16 de setembro de 2008

Humor ou jornalismo sátiro?



Desde 17 de março de 2008 o CQC vem esquentando as noites de segunda feira, que a tela quente já “esfriou” há muito tempo, exibido pela Rede Bandeirantes de Tv às 22:15 e aos sábados ás 23:45 (reprise), apresentado por uma espécie um tanto estranha, sete criaturas, ou melhor elementos, estilo “MIB" calçados com All Star, porém recheados de talento, humor inteligente, irreverência, criatividade, persuasão e elegância, é lógico!
Ao que indicava o programa seria um reflexo do Pânico na Tv, no entanto com muito mais conteúdo e o talento, a competência e audácia desses senhores fizeram do CQC muito mais que isso. O programa faz um resumo das notícias semanais recolhendo os fatos mais importantes e sob esse olhar atento, ninguém escapa, e claro, argúcia para descobrir motivos para rir de tudo isso. Essa é a jogada, ou melhor, a fórmula mágica, o fato de seus apresentadores e repórteres – humoristas pensarem o programa antenados na atualidade e realidade Bom mas cabe a nós ficarmos sentados apenas assistindo, mas isso já entra um outro mérito, que não é proposta de levantarmos aqui.
O ano de estréia do CQC, para sucesso deles e desespero de alguns entrevistados..., coincidiu com alguns acontecimentos de alta importância nacional e internacionalmente, como as Olimpíadas, as eleições e os 50 anos da Bossa nova, o que com certeza aguçou ainda mais o faro dos nossos queridos amigos de segunda, se assim podemos chamá-los.
Para alguns mais conservadores o programa pode realmente causar certo espanto, mas acredito que até mesmo eles conseguem aceitar essa tacada.
O quadro hoje é composto por: Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque, na bancada e conduzindo o programa e Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Rafael Cortês, Oscar Filho e o mais recente oitavo elemento Warley Santana, na equipe de reportagem.
O tempo que costuma ser o pior inimigo dos programas humorísticos, ainda não entrou nem na rua dos estúdios da Band para arrasar o CQC, que continua sendo considerado o programa mais legal das noites morrentas da Tv aberta.
Podemos dizer que o CQC é uma mistura de indicação e contra-indicação, dependendo de que lado da poltrona você está.


Até mais


Folha de São Paulo. Ilustrada
07/ de setembro 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

CRIANÇA FRENTE Á CENAS DE VIOLÊNCIA NA TV

Muitas crianças passam a ter medo de catástrofes depois de vê-las na televisão, como incêndios, por exemplo.
Segundo estudos feitos por André Gluckmam, sobre o comportamento agressivo infantil e a audiência á televisão. Existem três categorias para denominar tal comportamento.
1- Efeito negativo – mimese: o perigo de reproduzir no comportamento real a violência vista no vídeo.
2- Efeito positivo – catarse: a criança libera sua agressividade no imaginário.
3- Neutro: sem relação precisa com a agressividade real, a exibição torna-se uma experiência estética e cultural.
Para o nosso sossego, há mais crianças normais do que as perturbadas, pois a maioria delas não imita o comportamento agressivo visto na televisão. Crianças que têm pré-disposição para tal comportamento, ao observar cenas violentas podem sentir-se estimuladas a expressar sua agressividade contida em sua natureza. Estas crianças apresentam uma estrutura paranóica, ou seja, deseja atrair a atenção para si. É provável que esta criança deixe ser influenciada por uma personagem de um ou outro bandido.
Muitas crianças assistem aos programas noturnos, pois este é o momento em que terminaram suas tarefas escolares e domésticas. Além do mais, ficam em companhia de seus familiares. Porém várias delas prolongam esta atividade madrugada adentro. Assim entrando em contato com uma programação a qual não lhes são destinadas, onde se faz presente às cenas de violência e sexo.
De acordo com pesquisas, as cenas que provocam muito medo são as relacionadas a perigo de morte, atos de crueldade como morte por ataque de animal, torturas e sofrimentos, tiroteios com morte, crianças atacadas por adulto, incêndio, feiticeiras e demônios.
Outra constação observada pelos estudiosos, foi o medo das chamadas armas brancas, facas, punhais. Estas despertam mais perturbação do que a presença de espadas, pistolas ou tiros.
As crianças entrevistadas, explicaram que isto ocorre principalmente, pela forma com que os fatos são mostrados, intensificando ou não o medo.
Ao perguntarem ás crianças que tipos de reações de medo tinham diante das cenas de violência. Algumas declararam sentir dificuldade em dormir e precisavam exteriorizar suas emoções antes de se deitar. As reações mais freqüentes se relacionavam com o impacto imediato dessas cenas no vídeo.
Os filmes que lhes remetem mais medo são os de ficção cientifica, policiais e terror. No entanto, a medida com que vão os assistindo, as cenas de violência torna-se comum. É como se os pequeninos se habituassem a este tipo de filme e acabam perdendo o medo. E é pouco comum um filme ficar na cabeça das crianças. Já não se pode dizer o mesmo de um seriado, pois por ter vários episódios possibilita a imitação das cenas vistas.

É difícil analisar a influência dos programas televisivos e saber a maneira pela qual as crianças iram receber as cenas violentas por um vídeo. Como irá perturbar sua forma de agir. São muitos os pontos a serem analisados.




Fonte: livro: A criança diante da tv: um desafio para os pais.
Autor(a): Laura Bastos
Editora:Vozes Ltda 1988

sábado, 20 de setembro de 2008

Maior tempo no rádio e na TV... Vitória garantida?


Não foi bem isso que vimos nas ultimas cinco eleições, exceto nas eleições de 1996 com Celso Pitta (PPB) e em 2004, com José Serra (PSDB), que obtinham 46% e 35% dos tempos no rádio e TV, respectivamente.
Em 1988, entre os quatro principais candidatos, ganhou a que tinha menos tempo e mesmo com tamanha desvantagem Luiza Erundina (PT) foi primeira mulher eleita como prefeita de São Paulo.
Em 1992, Paulo Maluf (PDS) venceu com folga seu concorrente à prefeitura, era o que obtinha o segundo melhor tempo no horário político para expor suas idéias.
Celso Pitta (PPB) aproveitou e muito seu longo tempo em ”frente” a seus eleitores, e ganhou bem, faltando apenas três meses para eleição, segundo pesquisa Data Folha ele obtinha 20% dos votos, já na véspera obtinha 40%, exatamente 20% a mais que a segunda colocada Luiza Erundina (PT).
Em 2000, Marta Suplicy (PT), era a penúltima em se tratando de tempo (entre os quatro principais), e venceu com uma boa diferença em relação ao segundo colocado, Paulo Maluf (PPB).
José Serra (PSDB) fez bem seu merchandising, e foi eleito prefeito de São Paulo.
Todos que tiveram maior tempo ganharam pontos durante os três meses que antecederam as eleições, o que subiu mais foi Celso Pitta, 23 pontos.
Neste ano a propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio, começou dia 19 de agosto e termina dia 2 de outubro, com cerca de 30 minutos e duas vezes ao dia.
O atual prefeito e candidato Gilberto Kassab, do DEM, terá o maior tempo na TV e no rádio, dentre os quatro principais candidatos, com 39%, corresponde a 8 minutos 44 segudos;
seguido por Marta Suplicy, do PT, com 30%, 6 minutos e 40 segundos;
Geraldo Alckmin, do PSDB, com 20%, 4 minutos e 27 segundos;
e Paulo Maluf, do PP, com 11%, 2 minutos e 30 segundos.
Essa vantagem que o prefeito leva em relação aos outros, realmente tem causado efeito, segundo pesquisas do IBOPE, Kassab subiu 13%, do dia 12 de agosto a 9 de setembro. No Data Folha, Kassab foi o único que subiu nas pesquisas, cerca de 4%, do dia 4 de setembro a 18 de setembro.
Mas não podemos esquecer que o tempo no horário eleitoral é determinado pelo número de cadeiras que o partido ou coligação tem na Câmara dos Deputados.
Só saberemos se realmente isso tudo é válido no dia 05 de outubro, quando teremos o primeiro turno das eleições.




Fontes: Folha de São Paulo, dia 17 de agosto de 2008;


Terra


G1 - Globo

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O marketing na TV


A propaganda sempre foi muito importante tanto no rádio quanto na TV. A repercussão é muito grande, é preciso escolher com atenção o programa em qual passar seu anuncio e qual o público alvo para que se tenha um bom retorno. E esse trabalho é feito através de um “mercado de pesquisas”, que tem como influência principal a pesquisa de audiência. Para que a “atração” tenha bons anunciantes, e que eles por sua vez tenham o retorno desejado é fundamental que a área de produção e o mercado publicitário trabalhem em conjunto. Por exemplo: Telejornalismo, Futebol são atrações direcionadas ao público masculino. Programas de fofocas, culinária e a famosa novela são mais assistidos por mulheres, sem deixar de citar os programas infantis e programas ou seriados direcionados aos jovens. Para cada um existe um produto específico que desperta o interesse de seus telespectadores. Pode parecer uma tarefa fácil, mas não é tão simples assim.

Foram até criados programas que serviam como “teste”, todos os comerciais eram veiculados a um preço bem acessível. Um exemplo disso foi o TV Mulher que passava nas manhas da Rede Globo, os resultados de vendas dos produtos anunciados eram tão positivos que os anunciantes passavam a investir em outras atrações da emissora.

E quem se lembra do Bozo?

O “palhaço” dava altos índices de audiência, mas isso acabou gerando um exagero, eram onze horas de programação de segunda a sábado, coisas de Silvio Santos.

Porém não havia no mercado brinquedos ou doces suficientes para preencher os intervalos comerciais. E pra quem acha que essa “história” de anunciar a programação na concorrência começou agora com a volta da novela Pantanal, se engana...

Em 1975, época em que a Rede Globo exibia a novela Roque Santeiro,(um grande sucesso de audiência), durante o programa Silvio Santos aparecia a seguinte chamada: “Não percam o Roque Santeiro, mas, depois da novela não deixem de assistir a série Pássaros Feridos. Não se preocupem se a Globo esticar a novela. Só começaremos depois que a novela acabar”, Ousado não? E por incrível que pareça deu certo.

Todos sabem que a televisão é algo que movimenta as pessoas, mas seu maior público são as classes “D” e “E”, e são pra essas classes que os anunciantes mais investem em seus produtos e a TV em sua programação diária. Se o anunciante quiser atingir a denominada classe “A”, pode-se dizer que é possível encontrá-la às 11 da noite durante a semana.

O que se pode afirmar é que: quem tiver a melhor novela e o melhor jornalismo tem mais chances de ganhar bons anunciantes e por conseqüência adquirir mais recursos financeiros.




Fonte: TV ao Vivo, Depoimentos Editora brasiliense de Claudia Macedo,

Angela Falcão, Candido José de Almeida.

domingo, 7 de setembro de 2008

Game Shows - por Daniel Dias



Os games shows tiveram origem nas rádios americanas por volta dos anos 30, tempos mais tarde passaram para a televisão.

Todo o público ficava fascinado com os programas, queriam participar de qualquer maneira, não só pelos maravilhosos prêmios, mas também pelo fato de ficarem famosos da noite para o dia.

Algumas fraudes foram comprovadas em alguns programas deste gênero,no fim dos anos 50, o modelo perdeu um pouco de sua força na mídia, mas na década de 90 voltou com tudo e persiste no ar até hoje.

Aqui no Brasil não poderia ser diferente, tudo começou no rádio em 1938 com o programa “Caixa de Perguntas” comandado pelo animado Almirante.

Na década de 50 o programa “Adivinhe o que ele faz?” apresentado por Madeleine Rosay, já passava na Tupi do Rio de Janeiro.

Outro game que fez um grande sucesso foi o “O Céu é o Limite” também dos anos 50 na Tupi, mas com apresentadores diferentes, em São Paulo, por Aurélio Campos e no Rio por J. Silvestre, as pessoas se inscreviam com o intuito de responder algumas perguntas sobre um determinado tema, o programa transformava pessoas desconhecidas em celebridades.

Na Record, o programa “Esta Noite se Improvisa”, do fim dos anos 60, teve como participantes vários cantores de MPB, o quiz show era comandado por Blota Jr., ele anunciava uma palavra e os participantes deveriam lembrar uma musica que continha a palavra, o programa chegou a dar como prêmio um carro.

Em 1976 tivemos outro programa do gênero, foi o “8 ou 800” apresentado por Paulo Gracindo e por Silvia Bandeira, na TV Globo, o programa era no mesmo estilo do “O Céu é o Limite”.

Óbvio que não poderíamos falar deste gênero de programa sem citar ao menos um programa do Silvio Santos, o “Cidade Contra Cidade” que reuniam pessoas de dois municípios do interior, em equipes, para que competissem numa incrível gincana. E muitos outros como: “Quem sabe Mais: o home ou a mulher?”, o “arrisca Tudo”, outro bem conhecido e no ar hoje “Qual é a música?”, todos estes dos anos 70. Mas o programa que definitivamente fez sucesso foi o “Show do Milão”, de 1999, chegando a bater até a audiência da líder absoluta Globo.


Fontes: Almanaque da TV – 50 anos de Memória e informação.

http://www.microfone.jor.br/hist_auditorio.htm

http://www.youtube.com

Curiosidade: Resposta: A palavra televisão foi inventada em 25/08/ 1900 pelo francês Constantin Perskyi, vem da junção das palavras tele (longe, em grego) e da palavra videre (ver, em latim). (Fonte:Almanaque da TV – 50 anos de Memória e informação.)



domingo, 31 de agosto de 2008

O Velho Sonho de transmitir imagens - Surgimento da televisão

Desde os primórdios de nossa raça, temos o sonho de transmitir imagens. Desenhos em cavernas, logo mais pinturas, fotografias, cinema e etc. O primeiro registro deste sonho está na revista Punch de 1877, que fala de um projeto chamado Telephonoscope. Com o passar dos anos este sonho foi tornando-se cada vez mais real, tanto que em 1880, Mauricio Le Blanc detalha um sistema de transmitir imagens através de um fio. Mesmo com tais ideias a televisão não passaria a televisão não passaria apenas de um sonho se não fosse a descoberta do selênio, que é um elemento químico sensivel a luz, com suas propriedades fotoelétricas tornou ainda mais real a possibilidade de transmição de imagens.
Em 1884 foi criado o disco de Nipkow, um disco metálico com perfuração em espiral por onde passavam feixes de luz colocando um objeto na frente do disco o mesmo decompõe a imagem do objeto em pontos de luz que transforma os impulsos elétricos através de células de selênio. Mas infelizmente Nipkow não foi completado. pois isso tudo ficou na teoria. Em 1897 foi inventado um tubo de raios catódicos e dois cientistas, Campbell que era britânico e Boris Rozing que era russo, trabalharam isoladamente anunciaram a utilização do tubo de raios catódicos substituindo o disco de nipkow. Uma placa fina coberta com uma substância fotossensível era bombardeada por um canhão de elétrons, obedecendo a varreduras horizontais e verticais. Os impulsos que eram gerados podiam ser transmitidos e depois reconstituídos plea inversão do processo. O russo Rozing em 1907 registrou a patente, mas na verdade a base da televisão é inglesa, de Campbell Swinton que o sistema patenteado em 1911 era de melhos concepção e detalhadamente descrito. EM 1922 foi montado um sistema de lentes e espelhos móveis por Charles Francis Jenkis que consegue uma patente dessa máquina de captar e transmitir imagens. Com o passar dos anos várias outras descobertas foram feitas aprimorando cada vez mais a tecnologia. Em janeiro de 1935 o Selsdon Committee decide que a televisão deve ser implantada em LONDRES o mais breve possível. Em março do mesmo ano os Correios da Alemanha inicam transmissões esprádicas de televisão em Berlim que foi tirada do ar por um incêndio. A televisão no entanto só atingiu o imaginário quando entrou na era das transmissões via satélite. O passo mais recente foi a digitalização. Com a era digital, o tamanho dos equipamentos é drasticamente reduzidos. A história da invenção da televisão, sua evolução e seu futuro tecnológico é martéria importante para todos os profissionais, estudantes e interessados em comunicação.

Livro: 50 anos de tv no Brasil
Autor: J. B. de Oliveira Sobrinho, Carlos Alberto Vizeu, Edwaldo Pacote e Jorge Adib.
Editora: Globo
Retirado das páginas 13 a 17.

A Televisão e suas Influências

Desde 1950, a televisão vem ganhando espaço em nossos lares e assim fazendo parte da nossa familia. Ao passar dos anos ela vem evoluindo e chega atualmente com a TV de Alta Definição (HDTV).
Mas além de fazer bem trazendo informação, cultura, prazer, entre outras. Ela pode fazer mal, influênciando as pessoas e fazendo-as a reagir como elas mandam.
Geralmente as pessoas deixam as TVs ligadas, assim ocupando uma companhia ausente, cujo, temos o controle de tudo (literalmente), em certos pontos as pessoas se isolam em um mundo próprio. Se fecham tanto, a ponto de se sentir excluidos da sociedade, assim colocando o ser humano em um fim inevitável: a morte.
Já que o ser humano não consegue viver sem depender do outro, seria complicado uma pessoa que se fecha ao mundo sobreviver.
A televisão é um tipo de aparelho de imagem, ela pode criar uma ponte imaginária do mundo real ao mundo de fantasias próprias, lá ele pode deixar as preocupações para trás.
E enquanto o homem trasncorre no cotidiano, a mente fica ansiosa por inovações, só aquele que vive só, não consegue sonhar. É a sociedade que o faz sonhar, faz o imaginário crescer mais.

Livro: Televisão - A Vida Pelo Vídeo
Autor: Filho Marcondes, Ciro.
Editora Moderna Ltda. Ano 1.993
Retirado das páginas 9 a 11

Programas de Entrevistas e Auditórios

Os programas de auditório tem sua origem do circo, onde tem um homem no centro apresentando os artistas.
O termo "circo", vem do latim "circu" (circulo), onde se realiza o show. Atualmente o circo seria um espetáculo em troca de pagamento.
A indústria cultural tomou o espaço do circo, assim quase desaparecendo, até o divertimento e estrutura foram absorvidos a TV, para programas com quadros variados, nos sábados e domingos, como os de calouros, humoristicos, entrevistas, ..... (exemplos: Pânico, Domingão do Faustão, Domingo Legal, Programa do Silvio Santos, ......).
Antigamente, haviam mais shows de calouros (hoje já adaptados), seria uma forma de carreira artística, mas na verdade seriam os palhaços, que se apresentam a um juri que entendem do assunto, mas por cima se tudo, seria um simple espetáculo de circo.
Já um programa de entrevista famoso no Brasil seria o de Hebe Camargo. O programa da "gracinha" da TV já recebeu até tese acadêmica (de Sérgio Micel). Ela tenta passar na sala de visitas como se você fosse participante, tentando acabar com o frio do meio eletrônico.
A técnica de entrevistar, não seria um diálogo, mas sim um monólogo, onde o entrevistado s transforma em espelho. E quando o entrevistador não consegue, a entrevista não se desenrola e acaba em frustração, assim como em 1986 com Marília Gabriela com o líder Muammar Khadafi, em que a cada cinco minutos jogava um pacote publicitário. A entrevista também pode ter uma estrutura de tempo muito rígida, o que atualmente acontece em alguns programas, um exemplo, ODomingão do Faustão, cujo uma vez deixou Lulu Santos Cantar uma música e em seguida apresentar outro quadro ou quando ele não deixa seus convidados falarem.

Livro: Televisão - A Vida Pelo Vídeo
Autor: Filho Marcondes, Ciro.
Editora Moderna Ltda. Ano de 1993.
Retirado das páginas 68 a 71.

O fim de um grande Começo.


Nos anos 50 o empresário Victor Costa, proprietário das rádios Mayrink Veiga e Rádio Nacional comprou a Rádio Excelsior, que já era dona de uma concessão de emissora de TV em São Paulo, e junto com José Luis Moura que era um dos maiores exportadores de café do Brasil na época, montaram um canal em Santos e colocaram no ar a emissora concedida em São Paulo, a TV Excelsior.
Mas montar uma emissora não foi tão simples assim...
Depois de muitos testes, no dia 9 de Julho de 1960, nascia a TV Excelsior, canal 9 de São Paulo. Como todo começo, não foi nada fácil, os equipamentos eram precários, o que era comum às televisões brasileiras daquela época.
Para a inauguração da emissora foram distribuídos convites para aqueles que eram considerados da "sociedade paulista" políticos e grandes personalidades.

Como já era de se esperar o Teatro Paulo Eiró não foi suficiente para acomodar o público que estava curioso para conhecer a mais nova emissora de televisão em São Paulo. Percebendo isso a direção teve que procurar um novo local, foi daí que escolheram o Teatro Cultura Artística.
A TV Excelsior sempre abordava temas sobre o Brasil e sua cultura em sua programação, por isso ficou conhecida como uma emissora nacionalista.
Foi ela que trouxe muitas mudanças para TV daquela época. A começar por sua forma de administração, a maioria das emissoras era comandada por "famílias" a TV Excelsior era administrada por executivos. Enquanto as outras emissoras recebiam muitos convidados internacionais, por sua vez a TV Excelsior investiu em atrações brasileiras, como o programa "Brasil 60". Muitos acharam que não podia dar certo um programa apenas com música nacional. Mas o programa surpreendeu e apresentado por Bibi Ferreira marcou a década de 60, foi sucesso durante 8 anos. A TV Globo ainda exibiu o programa nos anos de 78 e 79.
Mas esse não foi o único programa de sucesso na TV Excelsior, existiu os Teleteatros, os infantis, Variedades, Humorísticos e o Cinema. (mas isso é um assunto que podemos discutir mais pra frente).
Falando em Cinema, a TV Excelsior também é lembrada pela grade de filmes que era exibida todas as noites, o famoso "Cinema em Casa”, perfeito pra quem adora “curtir” um “filminho” no fim de noite no aconchego da sua casa.

É difícil imaginar a TV sem uma grade de horários com a qual estamos acostumados hoje, onde comerciais precisavam ter o tempo necessário para que estivesse tudo certo para atração poder voltar ao ar. (imagine a correria). Mas foram os organizadores dessa emissora “revolucionária” que tiveram uma nova idéia que é usada atualmente:

“As grades Horizontais e Verticais”, ou seja, uma programação semanal e dominical. Os telespectadores podiam acompanhar seus programas prediletos, sempre nos mesmos dias e horários. Se hoje fazem parte do formato da TV grades de horários horizontais e verticais, oferecimentos, chamadas de programas durante o dia e outras inovações é graças a TV Excelsior. Dentre as muitas idéias “revolucionárias” estava também a de um formato de rede de televisão baseado no formato americano de TV via satélite. Mas isso só veio se concretizar nos anos 80 aqui no Brasil. Com 1 ano de existência a TV Excelsior já havia faturado o suficiente para cobrir suas despesas.

Porém em 1965 a emissora foi vendida para o Grupo Folha, Edson Leite, Alberto Saad, Otávio Frias e Carlos Caldeira, continuaram na direção artítica da emissora, assim também alguns programas como, por exemplo, o de Bibi Ferreira citado acima.

Também em 1965 surgiu o 1º Festival de Música Popular Brasileira e a vencedora foi Elis Regina, que interpretou a música “Arrastão”.

Em 1967 o Grupo Folha revendeu a emissora a Wallace Simonsen, que após sofrer a mesma pressão que levou o pai a morte, estava morando na Europa.

Wallinho, como era conhecido decide recomprar a emissora, no entanto, não tinha o preparo necessário. A emissora que outrora fora “revolucionária” e “pioneira”, agora se encontrava em um estado de falência. Para piorar, no contrato de venda não estava incluso os imóveis apenas a aparelhagem. Sendo assim, a emissora estava sem um estúdio. Seus empregados já não recebiam seus salários a meses, os recursos para produzirem os programas eram escassos.

Depois de vários problemas com a policia federal e disputas judiciais o fim da emissora era evidente.

Foram feitas campanhas pelos artistas para que a emissora não fosse fechada, devido sua tradição e importância, mas nenhuma obteve sucesso.

Alguns dizem que o maior motivo da falência daquele que um dia foi um império empresarial de Mario Wallace Simonsen foi a perseguição política, outros afirmam que foi por má administração do Grupo Folha. Com a queda da TV Excelsior nasce a TV Manchete. (Mas isso já é outro assunto a ser comentado).

Enfim, tanto a perseguição política quanto a má administração contribuíram para extinção da emissora que fora uma das mais importantes na formação da TV brasileira até os dias de hoje.

RIXA. Almanaque da TV. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.

http://www.telehistoria.com.br/canais/emissoras/excelsior/excelsior16.htm