As telenovelas desde a década de 60, com a recém-criada Rede Globo de Televisão, começaram a ocupar de maneira consistente a posição de programa mais assistido segundo índices do Ibope. Mais velha que a TV, inspiradas nas rádios novelas que foi o auge do rádio na década de 40, abalando corações e mexendo com a emoção de muitos ouvintes, ricas em sonoplastia por não terem uma imagem, tinham que representar os ambientes mais variados, fazendo que as pessoas imaginassem a realidade da cena. O maior sucesso da rádio novela foi “O Direito de nascer”, merecedora de tal prestígio na televisão. As especialidades das novelas brasileiras lhes valeram destaque na bibliografia especializada no Brasil e no exterior. Autores debatem sobre o paradoxo de um fenômeno da mídia capaz de mobilizar audiências e influenciar comportamentos.
As novelas ao longo do tempo adquiriram legitimidade, ainda na década de 70 os profissionais de teatro passaram a atuar no ramo, na década de 80 as novelas privilegiaram os temas e imagens nacionais e já na década de 90 as novelas começaram a intervir diretamente em temas centrais como na política,no entanto já muito antes, em 1975 houve uma tentativa de incisão de temas políticos nas novelas com a saudosa "Roque Santeiro", sendo essa censurada pelo governo militar, e só foi liberada dez anos depois no governo de José Sarney, já civil. A novela “O Rei do Gado”, que também se tratava de temas politicos, exibida pela rede Globo em 1996, que diferente de outras, em vez de mobilizar símbolos, cores ou canções nacionais, incorporou a luta pela reforma agrária, ganhando não somente as primeiras paginas dos principais jornais e também espaço em suas páginas políticas, o que causou polemica entre o mundo político e a vida de certos fazendeiros que disseram ter tido suas imagens denegrida pela novela, já líderes do MST saudaram e apoiaram a novela, apesar disso pesquisas consideraram que o maior número dos telespectadores sensibilizaram-se a temas como adultério feminino e violência contra mulher que compunham o drama e lhes permitem associar-se a seus dramas pessoais.
Eis o motivo da grande audiência da novela brasileira, as pessoas se vêem no enredo fazendo de sua vida uma verdadeira cidade cenográfica.
(A TV aos 50. Criticando a televisão brasileira no cinquentenário, Esther Hamburguer, 3° capítulo)
As novelas ao longo do tempo adquiriram legitimidade, ainda na década de 70 os profissionais de teatro passaram a atuar no ramo, na década de 80 as novelas privilegiaram os temas e imagens nacionais e já na década de 90 as novelas começaram a intervir diretamente em temas centrais como na política,no entanto já muito antes, em 1975 houve uma tentativa de incisão de temas políticos nas novelas com a saudosa "Roque Santeiro", sendo essa censurada pelo governo militar, e só foi liberada dez anos depois no governo de José Sarney, já civil. A novela “O Rei do Gado”, que também se tratava de temas politicos, exibida pela rede Globo em 1996, que diferente de outras, em vez de mobilizar símbolos, cores ou canções nacionais, incorporou a luta pela reforma agrária, ganhando não somente as primeiras paginas dos principais jornais e também espaço em suas páginas políticas, o que causou polemica entre o mundo político e a vida de certos fazendeiros que disseram ter tido suas imagens denegrida pela novela, já líderes do MST saudaram e apoiaram a novela, apesar disso pesquisas consideraram que o maior número dos telespectadores sensibilizaram-se a temas como adultério feminino e violência contra mulher que compunham o drama e lhes permitem associar-se a seus dramas pessoais.
Eis o motivo da grande audiência da novela brasileira, as pessoas se vêem no enredo fazendo de sua vida uma verdadeira cidade cenográfica.
(A TV aos 50. Criticando a televisão brasileira no cinquentenário, Esther Hamburguer, 3° capítulo)
Um comentário:
Que dizer de "Roque Santeiro" então?
A Rede Globo foi criada em 1965 e em 1966 as suas telenovelas foram paar o ar.
É o produto que alçará a emissora dos Marinhos ao posto de de canal de maior audiência desse País.
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